Os cinco textos que compõe a publicação pautam diálogos que precisam ser travados com o Estado, na presença e com a participação da sociedade civil. Marialva Barbosa, integrante da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia (Alcar), começa fazendo retrospecto de acontecimentos impeditivos do processo de democratização da comunicação e traça o atual estado da arte. No texto seguinte, Alexandre Miorim e Ilza Maria Tourinho Girardi, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), detém-se na interdição dos debates em torno dos conselhos setoriais de comunicação, órgãos constitucionais e fundamentais para a defesa de questões de interesse público. Adilson Cabral, da Universidade Federal Fluminense (UFF), apresenta a tradição-inserção do grupo que estuda e pesquisa políticas públicas de Comunicação no Brasil, mesmo reconhecendo algumas “faltas”: de uma “reflexão que identifique a contribuição do conjunto de seus pesquisadores” e deste conteúdo nos projetos pedagógicos dos cursos de graduação e pós-graduação. Na sequência Antonio Hohlfeldt, presidente da Intercom (Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação), elenca série de iniciativas da entidade, em mais de 35 anos, sempre visando a “permanente e crescente democratização do campo da Comunicação Social”. Marcelo Kischinhevsky, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), completa a edição questionando se o Brasil precisa de um rádio digital; seus argumentos são favoráveis ao rádio por este oferecer “um laboratório privilegiado para desenvolvimento de políticas públicas que visem à democratização da comunicação”.
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