Através
de uma rigorosa leitura e análise crítico-filológica, histórica e
hermenêutica da obra de G. W. F. Hegel, sobretudo da Filosofia do
Direito ou da Filosofia do Espírito Objetivo, o livro procura pesquisar e
avaliar a relevância do conceito de liberdade de imprensa ou liberdade
de comunicação pública, vinculado ao conceito de publicidade, por
exemplo, no processo de suprassunção ou de mediação da diversidade, das
diferenças e/ou dos mais variados conflitos possíveis na esfera pública,
os quais são, a princípio, suprassumidos ou mediados no âmbito do
Estado. Na Filosofia do Direito, ele expõe e elucida os conceitos de
liberdade de imprensa ou de liberdade de comunicação pública, de
liberdade de falar e de escrever, de liberdade de pensamento e de
ciência e de publicidade, enquanto diferentes meios que são chamados ou
conhecidos, normalmente, por liberdade de expressão ou, então, por
imprensa livre, todos relacionados ainda com o conceito de opinião
pública. Em suma, a liberdade de imprensa mostra-se, em Hegel, um meio
essencial para o desenvolvimento de uma unidade diferenciada ou plural,
pois liberdade de expressão e liberdade de acesso à informação serve de
meio que possibilita a expressão, articulação e gerência da diversidade,
sempre em vista da maior suprassunção ou mediação possível, por
exemplo, das muitas diferenças dos indivíduos e/ou dos povos, além de
promover a elevação dos seus graus de formação ou cultura. Assim, a
liberdade de imprensa ou de comunicação pública, com a publicidade, é
meio de formação/cultura essencial, por exemplo, de um povo, pois serve
de meio que possibilita a externação, a mediação e a gerência da
diversidade, permitindo a apropriada organicidade, a fim de evitar o
extremo da estagnação ou da massificação, e também a respectiva
vitalidade, a fim de interligar e de arejar as mais diversas esferas
existentes.
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