Angola, 1961, período ainda de colonização no território, momento de grande agitação
cultural com destaque para o aparecimento de romancistas, contistas,
jornalistas e poetas que criticavam essa situação e buscavam evidenciar de
maneira ampla um dito nacionalismo angolano e uma possível angolanidade. Foi
justamente através das letras que apareceram as raízes de um povo
subjugado desde os fins do século anterior. É neste contexto que surge José
Luandino Vieira, nascido, criado e formado na educação portuguesa do ditador
fascista Antonio de Oliveira Salazar, e todas as suas obras, como Luanda
(1964), Vidas Novas (1962), A Cidade e a Infância (1960), têm uma
característica em comum: a denúncia e o combate à assimilação estabelecido pelo
processo colonial.
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