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quarta-feira, 20 de julho de 2016

José Luandino Vieira - De Rios Velhos E Guerrilheiros: O Livro Dos Rios














Primeiro volume de uma trilogia subordinada ao título De Rios Velhos e Guerrilheiros, nele reencontramos a "voz" inconfundível do autor na quebra da sintaxe convencional, na presença de neologismos, na incorporação de expressões em quimbundo, para mencionarmos apenas algumas das marcas essenciais da escrita e da obra de José Luandino Vieira. Contenção e transbordamento - o rio e as suas margens - refletem-se nestas páginas em que se projeta a história recente de Angola, mas não só. É também de outras crises que O Livro dos Rios se ocupa, abismos de contemporaneidade e problemas que desde tempos imemoriais têm envolvido o homem e mobilizado os grandes escritores.

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terça-feira, 19 de julho de 2016

José Luandino Vieira - A Vida Verdadeira De Domingos Xavier














Domingos António Xavier, o tractorista, nunca fizera mal a ninguém. Só queria o bem do seu povo e da sua terra. E por lhes querer bem não falou os assuntos do seu povo nem se vendeu. E por lhes querer bem o mataram. E por isso, no dia da sua morte, ele começou a sua vida de verdade no coração do povo angolano.

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segunda-feira, 18 de julho de 2016

José Luandino Vieira - Nós, Os Do Makulusu














Escrito em 1967 no campo de concentração do Tarrafal (crismado de "Campo de Trabalho de Chão Bom") em apenas uma semana — "de um só jacto", para usar as palavras do próprio autor —, Nós, os do Makulusu continua a ser a obra de José Luandino Vieira mais complexa no seu processo de construção de uma linguagem literária com base na linguagem popular de Luanda e das interferências entre as línguas portuguesa e quimbunda. A isso não será certamente alheio o facto de, a par do fluxo do passado — uma constante em todos os seus livros —, o futuro ser também chamado à narrativa, obviamente sob forma prospectiva. Uma narrativa cujo sujeito, interrogando-se até à última linha, é afinal o espelho de uma geração frente à necessidade histórica de uma guerra de libertação — individual e colectiva — e a que coube questionar o passado e partir à invenção do futuro.

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domingo, 17 de julho de 2016

José Luandino Vieira - Nosso Musseque














Nosso Musseque, escrito na prisão da PIDE em Luanda entre Dezembro de 1961 e Abril de 1962, manteve-se até hoje inédito. A sua publicação agora, 40 anos depois de ter sido escrito, revela um Luandino Vieira no seu melhor: um retrato do musseque luandense, retrato físico, paisagístico e humano, que só um grande escritor pode conseguir. A galeria de figuras humanas que o romance nos apresenta — Carmindinha, a jovem costureira; Capitão Abano, marinheiro de cabotagem; sô Augusto, o electricista, derrotado pela vida e convencido de que a pode derrotar com o seu famoso livro; Albertina, a prostituta branca do musseque, que vende e dá amor às mãos largas; Zito, o endiabrado conquistador compulsivo; e tantos, tantos outros, constituem um vasto mundo que, pela arte com que está apresentado neste livro, fascina o leitor e o arrasta irremediavelmente para dentro de si.

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terça-feira, 12 de julho de 2016

José Luandino Vieira - A Vida Verdadeira De Domingos Xavier














Angola, 1961, período ainda de colonização no território, momento de grande agitação cultural com destaque para o aparecimento de romancistas, contistas, jornalistas e poetas que criticavam essa situação e buscavam evidenciar de maneira ampla um dito nacionalismo angolano e uma possível angolanidade. Foi  justamente através das letras que apareceram as raízes de um povo subjugado desde os fins do século anterior. É neste contexto que surge José Luandino Vieira, nascido, criado e formado na educação portuguesa do ditador fascista Antonio de Oliveira Salazar, e todas as suas obras, como Luanda (1964), Vidas Novas (1962), A Cidade e a Infância (1960), têm uma característica em comum: a denúncia e o combate à assimilação estabelecido pelo processo colonial.
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José Luandino Vieira - De Rios Velhos E Guerrilheiros: O Livro Dos Rios














Primeiro volume de uma trilogia subordinada ao título De Rios Velhos e Guerrilheiros, nele reencontramos a "voz" inconfundível do autor na quebra da sintaxe convencional, na presença de neologismos, na incorporação de expressões em quimbundo, para mencionarmos apenas algumas das marcas essenciais da escrita e da obra de José Luandino Vieira. Contenção e transbordamento - o rio e as suas margens - reflectem-se nestas páginas em que se projecta a história recente de Angola, mas não só. É também de outras crises que O Livro dos Rios se ocupa, abismos de contemporaneidade e problemas que desde tempos imemoriais têm envolvido o homem e mobilizado os grandes escritores.

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