Conceitos, conteúdos, podem-nos ser dados de duplo modo: primeiro, de um modo próprio, isto é, como aquilo que eles são; segundo, de um modo impróprio ou simbólico, isto é, pela mediação de sinais, que são eles mesmos representados propriamente. Assim, por exemplo, cada representação intuitiva na sensação ou na fantasia é uma representação própria, na medida em que não nos serve de sinal de uma outra; se o fizer, porém, então é, relativamente a esta, uma representação simbólica. A palavra sinal, como aqui a definimos, deve ser tomada no sentido mais amplo que é possível conceber. Não nos limitamos, pois, aos sinais sensíveis exteriores que associamos às coisas, a fim de mais facilmente as distinguirmos e reconhecermos. Desse gênero são os nomes próprios como Pedro e João; o mesmo se diga dos nomes das entidades abstratas. Mas também os nomes gerais são sinais. Todo o nome geral é um sinal de uma representação geral, e esta por sua vez é um sinal de cada um dos objetos que são subsumidos sob o conceito abstracto correspondente; assim, cada nome geral é, nesta mediação, um sinal de cada um dos objetos que abarca, graças à sua "co-assinalação".
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