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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Boaventura De Sousa Santos - Descolonizar El Saber, Reinventar El Poder (Espanhol)
















Es tan difícil imaginar el fin del capitalismo como imaginar que el capitalismo no tenga fin. Ese dilema ha fracturado el pensamiento crítico de izquierda en dos vertientes que plantean opciones políticas distintas. Una de ellas dejó de preocuparse por el fin del capitalismo y centra su creatividad en desarrollar un modus vivendi que permita minimizar los costos sociales de la acumulación capitalista. La otra enfrenta la dificultad y busca alternativas poscapitalistas. Desde esta última perspectiva el autor afirma que vivimos en tiempos de preguntas fuertes y respuestas débiles. En este libro busca identificar algunas de las vías para formular respuestas fuertes que no sean especulaciones de la imaginación utópica, sino construcciones teóricas surgidas de las luchas de movimientos sociales en varios continentes. Al mismo tiempo analiza el pensamiento dominante -construido a partir de las necesidades de la dominación capitalista y colonial- y propone combatirlo con una «epistemología basada en la ecología de saberes» y en la «traducción intercultural». Boaventura de Sousa Santos plantea una reformulación de la lucha por los derechos humanos como un ejemplo de construcción de alternativas poscoloniales y posimperiales. Su concepción intercultural de los derechos humanos incluye una crítica radical al imperialismo cultural y crea posibilidades de resistencia y de alternativas contrahegemónicas. En la base de su planteo está la idea de que la comprensión del mundo es mucho más amplia que la occidental y que por lo tanto la emancipación social debe ser repensada con la misma amplitud.

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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Boaventura De Sousa Santos & Maria Paula Meneses (Orgs.) - Epistemologias Do Sul
















Por que razão, nos dois últimos séculos, a epistemologia dominante eliminou da reflexão epistemológica o contexto cultural e político da produção e reprodução do conhecimento? Quais as consequências desta descontextualização? São hoje possíveis outras epistemologias? Este livro procura dar resposta a estas perguntas. Não se confirmando à mera crítica, propõe uma alternativa, genericamente designada por Epistemologias do Sul. Trata-se do conjunto de intervenções epistemológicas que denunciam a supressão dos saberes levada a cabo, ao longo dos últimos séculos, pela norma epistemológica dominante, valorizam os saberes que resistiram com êxito e as reflexões que estes têm produzido e investigam as condições de um diálogo horizontal entre conhecimentos. A esse diálogo entre saberes chamamos ecologias de saberes.

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Boaventura De Sousa Santos - Reinventar A Democracia
















A democracia da modernidade ocidental assenta na ideia de contrato social. Este contrato tem características inovadoras e traduziu-se em formas de Estado e sociedade muito específicas. Vivemos um período de crise profunda deste contrato social, que se revela pela predominância dos processos de exclusão social sobre os de inclusão social. Em resultado disto está a emergir uma nova forma de apartheid social, designada neste livro por fascismo societal, e que se caracteriza pelo colapso das mais elementares expectativas de vida da vasta maioria da população. O fascismo societal convive tanto mais facilmente com a democracia política quanto esta perde a capacidade para redistribuir recursos e oportunidades. Assim debilitada, a democracia passa a ser uma democracia de baixa intensidade. A oposição eficaz ao fascismo societal pressupõe a vigência de uma democracia de alta intensidade. Há, pois, que inventá-la.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Boaventura De Sousa Santos - Para Uma Revolução Democrática Da Justiça














A revolução democrática da justiça nunca poderá ocorrer sem a revolução democrática do Estado e da sociedade. Mas esta, por sua vez, tão pouco será possível sem a revolução democrática da justiça. É, pois, pertinente perguntar pela contribuição do sistema judicial para uma tal revolução democrática mais ampla. A contribuição é possível mas sob condição de o sistema judicial passar a ser outro, muito diferente daquele que conhecemos.

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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Boaventura De Sousa Santos - Um Discurso Sobre As Ciências














Estamos a doze anos do final do século XX. Vivemos num tempo atônito que ao debruçar-se sobre si próprio descobre que os seus pés são um cruzamento de sombras, sombras que vêm do passado que ora pensamos já não sermos, ora pensamos não termos ainda deixado de ser, sombras que vêm do futuro que ora pensamos já sermos, ora pensamos nunca virmos a ser. Quando, ao procurarmos analisar a situação presente das ciências no seu conjunto, olhamos para o passado a primeira imagem é talvez a de que os progressos científicos dos últimos trinta anos são de tal ordem dramáticos que os séculos que nos precederam — desde o século XVI, onde todos nós, cientistas modernos, nascemos, até ao próprio século XIX — não são mais que uma pré-história longínqua. Mas se fecharmos os olhos e os voltarmos a abrir, verificamos com surpresa que os grandes cientistas que estabeleceram e mapearam o campo teórico em que ainda hoje nos movemos viveram ou trabalharam entre o século XVIII e os primeiros vinte anos do século XX, de Adam Smith e Ricardo a Lavoisier e Darwin, de Marx e Durkheim a Max Weber e Pareto, de Humboldt e Planck a Poincaré e Einstein. E de tal modo é assim que é possível dizer que em termos científicos vivemos ainda no século XIX e que o século XX ainda não começou, nem talvez comece antes de terminar. E se, em vez de no passado, centrarmos o nosso olhar no futuro, do mesmo modo duas imagens contraditórias nos ocorrem alternadamente. Por um lado, as potencialidades da tradução tecnológica dos conhecimentos acumulados fazem-nos crer no limiar de uma sociedade de comunicação e interativa libertada das carências e inseguranças que ainda hoje compõem os dias de muitos de nós: o século XXI a começar antes de começar. Por outro lado, uma reflexão cada vez mais aprofundada sobre os limites do rigor científico combinada com os perigos cada vez mais verossímeis da catástrofe ecológica ou da guerra nuclear fazem-nos temer que o século XXI termine antes de começar.

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Boaventura De Sousa Santos - A Crítica Da Razão Indolente














Neste volume são definidos os parâmetros da transição. Procede-se a uma crítica forte do paradigma da modernidade ocidental e propõe-se um quadro epistemológico, teórico e analítico que torne possível a definição, mesmo que a traço grosso, dos paradigmas emergentes, tanto das suas possibilidades emancipatórias, como das subjetividades, individuais e colectivas, com capacidade e vontade para explorar tais possibilidades.

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Boaventura De Sousa Santos, Paulo Abrão, Cecília MacDowell Santos & Marcelo D. Torelly (Orgs.) - Repressão E Memória Política No Contexto Ibero-Brasileiro














Nos dias 20 e 21 de abril de 2009, o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, em parceria com a Comissão de Anistia do Ministério da Justiça da República Federativa do Brasil e com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, realizou o Seminário Internacional Repressão e Memória Política no Contexto Luso-Brasileiro, com o objetivo de intercambiar conhecimentos e experiências que vinham-se acumulando no Brasil e em Portugal sobre a temática. Na mesma oportunidade, o Magnífico Reitor da Universidade de Coimbra e o Excelentíssimo Ministro de Estado da Justiça do Brasil firmaram um acordo de cooperação, para permitir a continuidade da parceria entre as duas instituições, numa ação integrada que busca valorizar práticas e reflexões, fundindo-as em conhecimentos aplicáveis, da qual esta publicação apresenta-se como um primeiro resultado.

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segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Boaventura De Sousa Santos - La Universidad En El Siglo XXI (Espanhol)














Uno de los autores contemporáneos más importantes para el estudio de las ciencias sociales es Boaventura de Sousa. Sus análisis críticos de la sociedad capitalista son indispensables para comprender las transformaciones del orden mundial, y sus propuestas de emancipación social revelan una mirada novedosa en el actual panorama del pensamiento teórico social. A lo largo de su obra, Boaventura de Souza hace un balance, no de lo que ya pasó, sino de lo que va a suceder a partir de las "señales" que nos fueron dadas. Sin embargo, reconoce la ambigüedad y la contingencia de las mismas y, por lo tanto, expone que con base en éstas no pueden sino hacerse previsiones de carácter preliminar. Uno de sus propósitos principales es hallar una respuesta a las imposiciones de la dinámica social. Para De Sousa, enfrentar lo nuevo con lo nuevo significa abandonar una porción de los antiguos paradigmas y descubrir aquello que se encuentra en la transformación, es reconocer la insuficiencia de las herramientas anteriores. Sentencia que hace diez años fuimos capaces de ver los desafíos, pero que hoy debemos ser capaces de enfrentarlos.

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