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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Célia Dantas Gentile Rique & Maria De Fátima De Souza Santos (Orgs.) - Os Direitos Humanos Nas Representações Sociais Dos Policiais














Numa realidade em que é flagrante a violação dos direitos individuais e coletivos, a proposta de aprendizagem de uma nova sociabilidade, que tenha como referência os Direitos Humanos (DH) e a cidadania, desafia a imaginação pela diversidade de contornos das formas assumidas, as quais ainda não estão bem percebidas pela educação para os direitos humanos. Nossa vida cotidiana é feita de crenças silenciosas, da aceitação tácita de evidências de como as frases que dizemos e ouvimos naturalizam comportamentos, idéias, valores, formas de viver e de agir. Essas crenças arraigadas constituem as interpretações e justificativas daquilo que se torna verdade para os grupos sociais. “A Amélia que era a mulher de verdade [...]” não é o único exemplo de como a música popular brasileira ocupa e reproduz o nosso imaginário social com os estereótipos da mulher, tomada como “deusa” ou como vilã e traidora das expectativas de seu parceiro amoroso. Não é diferente, na grande maioria das famílias brasileiras, a situação das crianças negadas pela crença “cala a boca, que menino(a) não sabe de nada!”. Essa exemplificação não é menor se analisarmos como a vida cotidiana é permeada por imenso anedotário sobre a suposta “burrice” do português e da mercantilização dominante no universo judaico quando se afirma que “judeu vende até a mãe”.

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segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Paulo Sérgio da Costa Neves, Célia Dantas Gentile Rique & Fábio Freitas (Orgs.) - Polícia E Democracia: Desafios À Educação Em Direitos Humanos














A segurança pública tornou-se uma temática obrigatória nos debates públicos atualmente em voga no
País. O crescimento da violência urbana, a explosiva situação nos presídios, o poder acumulado pelo crime organizado nas últimas décadas e as dificuldades das organizações policiais em se adaptarem às novas exigências sociais, surgidas com a redemocratização – visível nas greves de policiais em diversos Estados e na permanência do quadro de constante desrespeito do aparato de segurança aos direitos fundamentais de segmentos importantes da população –, tornam a segurança uma temática de presença constante, tanto na mídia quanto nos discursos dos homens públicos, de pesquisadores e da população em geral. Não é de admirar, pois, que a segurança pública tenha-se transformado em uma das principais preocupações dos brasileiros e o tópico mais mediático dos programas de campanha de candidatos dos mais variados espectros partidários e ideológicos.

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Célia Dantas Gentile Rique (Org.) - A Polícia Protetora Dos Direitos Humanos














A ação educativa é referenciada pela vida cotidiana como um dos eixos norteadores que possibilitam questionamentos e a problematização dos acontecimentos que no dia-a-dia provocam impactos em nossa estrutura vital e em nossas consciências. Justamente, se pretendemos mudanças e transformações no tecido social, devemos compreender a complexidade do cotidiano onde está inserido o homem por inteiro - o homem do sentir, do pensar e do agir. Pode-se dizer que a Educação em Direitos Humanos abre espaço para a cidadania plena na medida em que esclarece aos indivíduos sobre direitos e responsabilidades próprios de todo e qualquer ser humano. Ela busca compreender a forma de pedagogicamente dar esses direitos à sociedade, tornando-os conhecidos, reconhecidos e protegidos, na perspectiva de mudança na cultura de violação dos Direitos Humanos.

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