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domingo, 21 de agosto de 2016

Francisco Traverso Fuchs - A Noção De Virtualidade Em Bergson














Bergson elaborou sua filosofia e seus principais conceitos a partir de estudos específicos de temas bem delimitados, embora em cada um desses estudos ele levantasse um desses “grandes   problemas” propriamente filosóficos. Analisando suas obras, no entanto, perceberemos a recorrência constante daquela que talvez seja a noção-chave de sua filosofia. Este estudo procura mostrar como a noção de virtualidade está implicada na teoria bergsoniana da memória, do tempo, da evolução, bem como em suas concepções relativas ao pensamento, à linguagem e à criação, e como ela exprime toda uma orientação característica, essencial, do pensamento de Bergson.

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sexta-feira, 24 de junho de 2016

Amauri Ferreira - Introdução À Filosofia De Bergson














Segundo o realismo materialista, a nossa consciência surge exclusivamente por movimentos no interior do cérebro (consciência-epifenômeno), cujas representações são, misteriosamente, de natureza diferente da matéria. Para o idealismo subjetivo, as imagens que percebemos já estariam na nossa consciência, reduzindo a matéria à representação que temos dela. Mas Bergson pensa a matéria antes da dissociação entre sujeito e objeto, que é comum no realismo e no idealismo. Para ele, a matéria é constituída por imagens que se interpenetram em todas as suas partes: “A matéria, para nós, é um conjunto de ‘imagens’”. Bergson faz a divisão entre dois sistemas de imagens. O primeiro sistema é constituído pela pura presença de imagens que não se distinguem do movimento, ou seja, um fluxo contínuo de imagens. Nesse sistema não existe centro, porque as imagens agem e reagem umas sobre as outras imediatamente, isto é, elas recebem e devolvem movimentos sem hesitação e sem liberdade, em todas as suas partes.

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Henri Bergson - Ensaio Sobre Os Dados Imediatos Da Consciência














Ensaio Sobre os Dados Imediatos da Consciência é uma obra seminal na produção filosófica de Henri Bergson (1859-1941), que apresenta, de forma notável, os fundamentos da doutrina bergsoniana da duração e nos permite compreender a visão que o filósofo tinha do intelecto como força aglutinadora do pensamento.

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Henri Bergson - O Riso














A série de artigos de Le rire [1900], foi reunida por Henri Bergson em livro, abrangendo um ensaio sobre o significado do cômico. Edição revista e ampliada, com tradução de Guilherme de Castilho Henri Bergson [1859 - 1941] representa um dos filósofos franceses cujo pensamento e obra permanecem de entre os mais importantes da atualidade. Deixou-nos textos fundamentais como o Ensaio sobre os dados imediatos da consciência, 1889, Matéria e memória, 1896, A Evolução criadora, 1907, ou As Duas fontes da moral e da religião, 1932. De entre elas, O Riso, ou Ensaio sobre o significado do cômico, surge como reunião de uma série de três artigos publicados em 1900 e no mesmo ano editados em livro: Do cômico em geral - O cômico das formas e o cômico dos movimentos - Força e expansão do cômico, O cômico de situação e o cômico da palavra, O cômico de caráter.

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Henri Bergson - A Evolução Criadora




Principal obra de Henri Bergson, Prêmio Nobel de Literatura de 1927, A evolução criadora (1907) representou uma ruptura com as principais correntes filosóficas do fim do século XIX. Diante da apologia do saber científico, rigoroso, das rígidas leis do determinismo, Bergson lança a afirmação de que a totalidade tem a mesma natureza do indivíduo, de um movimento incessante, um impulso de liberdade criadora que transforma de forma irrefreável a matéria. O filósofo francês discorre sobre o problema da existência humana e assevera que a mente - energia pura, impulso vital - é responsável por toda evolução orgânica. O livro também inova na abordagem dessa temática, com uma linguagem que afirma sua especificidade, calcada em um saber que não se separa da experiência efetiva, do vivido ou do que é passível de ser vivido.

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sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Jonas Gonçalvez Coelho - Consciência E Matéria: O Dualismo De Bergson














Este livro remete a três complexas questões filosóficas as quais abordaremos a partir do pensamento de Bergson: a natureza da consciência, a natureza da matéria e a relação entre consciência e matéria. Tendo em vista os objetivos do presente estudo apresentaremos essa temática, cuja história é longa e tortuosa, a partir daquela que pode ser considerada como a sua formulação paradigmática, a de Descartes, referência teórica fundamental com a qual a tradição filosófica posterior, inclusive contemporânea, dialoga e da qual não consegue se desvencilhar, em que pesem os grandes desenvolvimentos das ciências físicas e biológicas. É por meio de um exercício de aproximação e de distanciamento em relação ao pensamento de Descartes que buscaremos compreender os principais aspectos da filosofia de Bergson e refletir criticamente sobre os seus fundamentos.

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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Jonas Gonçalves Coelho - Consciência E Matéria: O Dualismo De Bergson














Este livro remete a três complexas questões filosóficas as quais abordaremos a partir do pensamento de Bergson: a natureza da consciência, a natureza da matéria e a relação entre consciência e matéria. Tendo em vista os objetivos do presente estudo apresentaremos essa temática, cuja história é longa e tortuosa, a partir daquela que pode ser considerada como a sua formulação paradigmática, a de Descartes, referência teórica fundamental com a qual a tradição filosófica posterior, inclusive contemporânea, dialoga e da qual não consegue se desvencilhar, em que pesem os grandes desenvolvimentos das ciências físicas e biológicas. É por meio de um exercício de aproximação e de distanciamento em relação ao pensamento de Descartes que buscaremos compreender os principais aspectos da filosofia de Bergson e refletir criticamente sobre os seus fundamentos.

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sábado, 29 de novembro de 2014

Henri Bergson - O Riso: Ensaio Sobre A Significação Da Comicidade














O que significa riso? O que há no fundo do risível? O que haveria de comum entre uma careta de palhaço, um jogo de palavras, um qüiproquó de vaudeville, uma cena de comédia fina? Que destilação nos dará a essência, sempre a mesma, da qual tantos diferentes produtos extraem indiscreto odor ou delicado perfume? Os maiores pensadores, desde Aristóteles, estiveram às voltas com esse probleminha, que se sempre se esquiva aos esforços, escorrega, escapa e ressurge, impertinente desafio lançado à especulação filosófica. Nossa escusa, para abordar o problema, é que não teremos em vista encerrar a invenção cômica numa definição. Vemos nela, acima de tudo, algo vivo. Por mais ligeira que seja, nós a trataremos com o respeito que se deve à vida.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Henri Bergson - Matéria E Memória














Há tons diferentes de vida mental, e nossa vida psicológica pode se manifestar em alturas diferentes, ora mais perto, ora mais distante da ação, conforme o grau de nossa atenção à vida. Essa é uma das ideias diretrizes e ponto de partida de Matéria e memória, obra em que Henri Bergson afirma a realidade do espírito, a realidade da matéria, e procura determinar a relação entre eles sobre um exemplo preciso, o da memória.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Henri Bergson - Memória E Vida
















Henri Bergson é um dos filósofos fundamentais do século XX. Seus conceitos teóricos apóiam-se na idéia central de que a experiência se manifesta sob dois aspectos - de um lado, na forma de fatos localizados no espaço, cujo estudo constitui o domínio próprio da ciência; de outro, como intuição da pura duração, cujo método é a filosofia. 'Memória e Vida' reúne textos significativos sobre os temas essenciais da filosofia de Bergson - a natureza e as características da duração, a intuição como método, a necessidade de uma nova metafísica, a memória, o ela vital, a vida e a matéria, o riso, a filosofia da moral e da religião, entre outros.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Henri Bergson - As Duas Fontes Da Moral E Da Religião














Se é verdade que "quando se trata do pensamento (...) é tanto maior a obra feita - que não coincide de modo algum com a extensão e o número dos escritos - quanto mais rico for, nessa obra, o impensado, isto é, o que através dessa obra e somente através dela vem até nós como nunca antes pensado", a obra de Henri Bergson (18/10/1859 - 03/01/1941) deve ser procurada entre as maiores. De facto, sob os diversos esquecimentos, incompreensões e silêncios de que foi alvo a sua filosofia (tanto mais estridentes quanto viva foi a presença de Bergson na vida intelectual do seu tempo), nunca esta deixou de ser palavra viva. Prova-o, por exemplo, o início da publicação dos Études bergsoniennes sete anos após a sua morte (primeiro na editora Albin Michel, depois na P.U.F.), a realização do Colóquio Internacional "Bergson et nous" em 1959 (comemorando o centenário do seu nascimento), o texto de Deleuze de 1966 (confirmando uma dívida insolúvel), o reconhecimento da sua influência por parte das ciências cognitivas, o interesse da neuro-filosofia, a leitura da fenomenologia contemporânea que o reclama como mestre, ou a meditação hermenêutica de P. Ricoeur que, reconhecendo a impossibilidade de pensar o tempo e a sua estrutura narrativa no esquecimento da textura fundadora da memória, regressa a Bergson para poder pensar a memória, a história e o esquecimento. Este regresso tornará claro a que ponto numa época de crise profunda da memória, patente na obliteração das vivências significativas, no depauperamento da curiosidade espiritual e na incompreensão da diferença, chama a pensar, com renovado vigor, a meditação desse "judeu ilustre" para quem "a nossa relação com a verdade passa pelos outros" e se forja na emoção vivida da plenitude do tempo reencontrado.

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