Escrito na particularíssima prosa de Hilda Hilst, onde todos gêneros
narrativos se fundem e os recursos estéticos mais variados são usados, A
Obscena Senhora D é Hillé, que após a morte do seu amante, se recolhe
ao vão da escada, para falar “dessa coisa que não existe, mas é crua e
viva, o Tempo.” Obra plena dos temas mais caros à autora — o desamparo, a
condição humana, o apodrecimento da carne, a alma conturbada — A
Obscena Senhora D é uma procura lúcida e hipnótica das razões da
existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um
apaixonado beijo de amor. Como a própria Senhora D afirma: “… A vida foi
uma aventura obscena, de tão lúcida.”A história do livro. A Obscena
Senhora D foi lançado em 1982. Em 1997, a obra foi publicada na França,
pela Ed. Gallimard, com tradução de Maryvonne Lapouge, que também
traduziu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Ao lado de Júbilo,
Memória, Noviciado da Paixão.
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quinta-feira, 15 de setembro de 2016
terça-feira, 31 de maio de 2016
Nilze Maria De Azeredo Reguera & Susanna Busato (Orgs.) - Em Torno De Hilda Hilst
Quem tem medo de Hilda Hilst? O dado de provocação dessa pergunta ainda
se faz presente, passados mais de dez anos de sua morte, em 2004. A
escritora, poeta e teatróloga, nascida em Jaú, em 1930, ganha nestes
últimos tempos uma nova leitura e um interesse crescente por sua obra.
Em torno de Hilda Hilst é um livro que se situa no panorama da leitura
atenta, sensível e curiosa da obra da autora, reunindo pesquisadores do
Brasil e do exterior, amantes dessa chama inquieta que é o texto
literário que a escritora paulista tão bem soube manter quente e acesa
ao longo dos 47 anos de trabalho exclusivo com a literatura. Os leitores
que enfrentam o jogo fornecido pela escritora não saem ilesos do ousado
universo literário que ela tão bem explorou e que vai do sacro ao
metafísico, passando pelo erótico e pelo campo do amoroso e sublime
desejo da morte, sem deixar de se lançar ao combativo discurso político e
social.
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Nilze Maria De A. Reguera - Hilda Hilst E O Seu Pendulear
Nilze Maria de Azeredo Reguera tenta decifrar criticamente uma das obras
mais densas e radicais da escritora paulista Hilda Hilst, os cinco
textos em prosa reunidos no livro Fluxo-floema, publicado pela primeira
vez em 1970. A autora parte do princípio de que o livro delineia um
movimento de oscilação da artista, que tanto colocaria em cena quanto a
problematizaria a tradição modernista de que ela foi herdeira, por meio
de um questionamento implacável das utopias e do lugar que supostamente
caberia ao artista ocupar no final do século 20, em um contexto de
opressão. A leitura de cada um dos cinco textos de Fluxo-floema é
feita a partir da observação atenta dos procedimentos técnicos
empregados por Hilst, sobretudo o de alegorização, em uma abordagem que
vai paulatinamente desmontando e reorganizando os textos, nos quais a
linguagem é levada ao paroxismo da expressão inclusive a fim de celebrar
ritualmente a multiplicidade espiritual e sensorial do ser humano. A
pesquisadora também procura situar os cinco textos dentro do conjunto
da produção hilstiana, já que Fluxo-floema é um livro que dialogaria com
várias outras obras da escritora. Dessa forma, Reguera obtém
significados inusitados e atuais tanto do livro em questão quanto de
outros trabalhos de Hilst.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Reginaldo Oliveira Silva - Uma Superfície De Gelo Ancorada No Riso: A Atualidade Do Grotesco Em Hilda Hilst
A compreensão de Contos d’Escárnio não poderia
restringir-se à construção do horizonte no qual nasce, o século XX. A
intenção de escrever lixo e bestagem, anunciada pelo narrador, aos
poucos, revela um grotesco vindo de um longínquo, de um aquém. Por isto,
faz-se necessário também compreender o fluxo histórico-estético que
encontra acolhida na imaginação de Hilda Hilst, cujo amparo conceitual
buscou-se à estética da recepção e do efeito. Na Teoria Estética, o feio
insurge como fenômeno da realidade artística contemporânea; refúgio de
sobrevivência da arte e dos belos escritos, deixa livre à plasticidade
do presente a tarefa da denúncia da realidade. Em protesto, o dissonante
reivindica cidadania e se mantém como possibilidade da arte. Neste
sentido, tem lugar em Hilda Hilst a atualidade do grotesco.
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Hilda Hilst - Obra Poética Reunida (1950-1996)
Hilda Hilst escreveu por quase cinquenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil. Em 1962, recebeu o Prêmio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo (Massao Ohno Editor, 1962). Mudou-se para a Casa do Sol, construída na fazenda, onde passou a viver com o escultor Dante Casarini, em 1966. Em setembro do mesmo ano, morreu seu pai. Dois anos depois, Hilda casou-se com o escultor Dante Casarini. Em 1969, a peça O Verdugo arrebatou o Prêmio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. No mesmo ano, a cantata Pequenos Funerais Cantantes, composta por seu primo, o compositor Almeida Prado, sobre o poema homônimo de Hilda, dedicado ao poeta português Carlos Maria Araújo, conquistou o primeiro prêmio do I Festival de Música da Guanabara.
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