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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Hilda Hilst - A Obscena Senhora D














Escrito na particularíssima prosa de Hilda Hilst, onde todos gêneros narrativos se fundem e os recursos estéticos mais variados são usados, A Obscena Senhora D é Hillé, que após a morte do seu amante, se recolhe ao vão da escada, para falar “dessa coisa que não existe, mas é crua e viva, o Tempo.” Obra plena dos temas mais caros à autora — o desamparo, a condição humana, o apodrecimento da carne, a alma conturbada — A Obscena Senhora D é uma procura lúcida e hipnótica das razões da existência, onde tudo pode acontecer, de uma facada pelas costas até um apaixonado beijo de amor. Como a própria Senhora D afirma: “… A vida foi uma aventura obscena, de tão lúcida.”A história do livro. A Obscena Senhora D foi lançado em 1982. Em 1997, a obra foi publicada na França, pela Ed. Gallimard, com tradução de Maryvonne Lapouge, que também traduziu Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa. Ao lado de Júbilo, Memória, Noviciado da Paixão.

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terça-feira, 31 de maio de 2016

Nilze Maria De Azeredo Reguera & Susanna Busato (Orgs.) - Em Torno De Hilda Hilst














Quem tem medo de Hilda Hilst? O dado de provocação dessa pergunta ainda se faz presente, passados mais de dez anos de sua morte, em 2004. A escritora, poeta e teatróloga, nascida em Jaú, em 1930, ganha nestes últimos tempos uma nova leitura e um interesse crescente por sua obra. Em torno de Hilda Hilst é um livro que se situa no panorama da leitura atenta, sensível e curiosa da obra da autora, reunindo pesquisadores do Brasil e do exterior, amantes dessa chama inquieta que é o texto literário que a escritora paulista tão bem soube manter quente e acesa ao longo dos 47 anos de trabalho exclusivo com a literatura. Os leitores que enfrentam o jogo fornecido pela escritora não saem ilesos do ousado universo literário que ela tão bem explorou e que vai do sacro ao metafísico, passando pelo erótico e pelo campo do amoroso e sublime desejo da morte, sem deixar de se lançar ao combativo discurso político e social.

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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Nilze Maria De A. Reguera - Hilda Hilst E O Seu Pendulear














Nilze Maria de Azeredo Reguera tenta decifrar criticamente uma das obras mais densas e radicais da escritora paulista Hilda Hilst, os cinco textos em prosa reunidos no livro Fluxo-floema, publicado pela primeira vez em 1970. A autora parte do princípio de que o livro delineia um movimento de oscilação da artista, que tanto colocaria em cena quanto a problematizaria a tradição modernista de que ela foi herdeira, por meio de um questionamento implacável das utopias e do lugar que supostamente caberia ao artista ocupar no final do século 20, em um contexto de opressão. A leitura de cada um dos cinco textos de Fluxo-floema é feita a partir da observação atenta dos procedimentos técnicos empregados por Hilst, sobretudo o de alegorização, em uma abordagem que vai paulatinamente desmontando e reorganizando os textos, nos quais a linguagem é levada ao paroxismo da expressão inclusive a fim de celebrar ritualmente a multiplicidade espiritual e sensorial do ser humano. A pesquisadora também procura situar os cinco textos dentro do conjunto da produção hilstiana, já que Fluxo-floema é um livro que dialogaria com várias outras obras da escritora. Dessa forma, Reguera obtém significados inusitados e atuais tanto do livro em questão quanto de outros trabalhos de Hilst.


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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Reginaldo Oliveira Silva - Uma Superfície De Gelo Ancorada No Riso: A Atualidade Do Grotesco Em Hilda Hilst














A compreensão de Contos d’Escárnio não poderia restringir-se à construção do horizonte no qual nasce, o século XX. A intenção de escrever lixo e bestagem, anunciada pelo narrador, aos poucos, revela um grotesco vindo de um longínquo, de um aquém. Por isto, faz-se necessário também compreender o fluxo histórico-estético que encontra acolhida na imaginação de Hilda Hilst, cujo amparo conceitual buscou-se à estética da recepção e do efeito. Na Teoria Estética, o feio insurge como fenômeno da realidade artística contemporânea; refúgio de sobrevivência da arte e dos belos escritos, deixa livre à plasticidade do presente a tarefa da denúncia da realidade. Em protesto, o dissonante reivindica cidadania e se mantém como possibilidade da arte. Neste sentido, tem lugar em Hilda Hilst a atualidade do grotesco.

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quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Hilda Hilst - Obra Poética Reunida (1950-1996)














Hilda Hilst escreveu por quase cinquenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prêmios literários do Brasil. Em 1962, recebeu o Prêmio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo (Massao Ohno Editor, 1962). Mudou-se para a Casa do Sol, construída na fazenda, onde passou a viver com o escultor Dante Casarini, em 1966. Em setembro do mesmo ano, morreu seu pai. Dois anos depois, Hilda casou-se com o escultor Dante Casarini. Em 1969, a peça O Verdugo arrebatou o Prêmio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. No mesmo ano, a cantata Pequenos Funerais Cantantes, composta por seu primo, o compositor Almeida Prado, sobre o poema homônimo de Hilda, dedicado ao poeta português Carlos Maria Araújo, conquistou o primeiro prêmio do I Festival de Música da Guanabara.

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