O filósofo francês Jacques Rancière levanta questões sobre o sistema
político atual de uma forma que poucos cientistas políticos têm coragem
de fazer. Sem importar lados ou bandeiras, é um livro para fomentar boas
e acaloradas discussões. O que é democracia? Países que usam tropas
para defender o sistema são de fato democráticos? Neste ambicioso
ensaio, ao longo de mais de 100 páginas, Jacques Rancière disserta sobre
questões centrais sobre o conceito de democracia e como ele é praticado
nos dias atuais. Colocando em xeque políticas liberais que dizem defender esta forma
de governo usando poderio militar, Rancière argumenta que há uma
deturpação do ideal democrático e que o atual sistema usado, muitas
vezes, como argumento contra governos totalitários , na verdade, é
guiado por uma classe dominante que não o deixa existir plenamente. Em
uma análise atemporal, o autor examina as formas pelas quais
justificativas a favor da democracia são usadas contra o próprio
sistema, além das contrariedades dos principais países e forças
capitalistas. Nações autoproclamadas democráticas querem supostamente
levar o sistema para outras regiões e, para isso, invadem e obrigam
esses lugares a seguir suas regras. Dessa forma, esses países espalham a
democracia de forma violenta, enquanto vendem uma imagem democrática
dentro de seu próprio território (apesar de, muitas vezes, reprimirem
lutas sociais dentro dele mesmo).
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quarta-feira, 7 de setembro de 2016
domingo, 21 de agosto de 2016
Jacques Rancière - O Inconsciente Estético

Este livro, assim como A partilha do sensível, é uma excelente
introdução ao pensamento de um dos mais importantes filósofos da
atualidade, o francês Jacques Rancière. Aqui, o autor não se propõe a
entender como os conceitos freudianos se aplicam à interpretação de
obras literárias e artísticas. Ao contrário, ele procura demonstrar como
as formulações de Freud estão em estreita relação com os movimentos da
arte ocorridos sobretudo a partir do romantismo, explorando as tensões
entre a lógica do inconsciente freudiano e uma outra lógica, a do inconsciente estético.
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terça-feira, 2 de agosto de 2016
Jacques Rancière - A Partilha Do Sensível
Jacques Rancière é um pensador que tem se destacado, nos últimos anos ,
por sua reflexão lúcida, sistemática sobre as relações entre estética e
política na sociedade contemporânea. A partilha do Sensível é uma
introdução ao pensamento do autor. Em cinco breves capítulos, Rancière
explicita conceitos-chave de seu pensamento, como o vínculo indissolúvel
entre arte e política, e a pouca eficácia dos conceitos de modernidade,
vanguarda e pós-modernidade para iluminar esse vínculo no presente.
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domingo, 27 de dezembro de 2015
Jacques Rancière - El Odio A La Democracia (Espanhol)
El Odio a la democracia consiste en un análisis de las causas históricas y sociales a través de las cuales se ha generado un tipo de discurso que encuentra a la democracia como un sistema político que entraña en sí mismo una forma de gobierno que ha justificado, producto de sus mismas implicaciones, excesos de comportamiento que se representan, por ejemplo, en los nuevos modos de filiación social y trato entre ciudadanos. Vista así, se concibe a la democracia como una forma de gobierno y de ordenamiento social, que se ha transformado en fuente de los mismos males que ella misma habría de combatir, tal como es el caso del individualismo y, contrario a este, de la pérdida de identidad de unos sujetos que han sido “consumidos” por una idea de hombre más abstracta y compleja, con la cual todo hombre o ciudadano debería identificarse.
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quinta-feira, 30 de julho de 2015
Jacques Rancière - O Mestre Ignorante: Cinco Lições Sobre A Emancipação Intelectual
Esse livro conta a história de Joseph Jacotot – professor, militante
ardoroso do Século das Luzes que, confrontado, em 1818, a uma situação
pedagógica inaudita, é levado a romper com todos os pressupostos
existentes sobre as condições básicas do ensinar. A partir de então,
Jacotot transformou radicalmente suas idéias e sua prática, oferecendo
uma resposta à altura desse desafio. Mas não se tratou, para ele, apenas
de conceber um método, um sistema, ou uma proposta pedagógica
revolucionários; Jacotot deu início, a partir daí, a uma aventura
intelectual incessante,dessas que bem merecem o título de filosóficas,
capazes de pôr em questão os sentidos instituídos do ensinar e do
aprender. A igualdade como princípio, a emancipação como método: quem
ainda hoje ousaria negar a radicalidade de sua proposição?
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Jacques Rancière - O Desentendimento: Política E Filosofia
A política deve ser marcada pelo entendimento dos homens para o bem
comum, diz o consenso. O filósofo francês Jacques Rancière apregoa aqui
que a base da política não é o acordo e sim o conflito, o próprio
desentendimento.
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sábado, 29 de novembro de 2014
Giorgio Agamben, Giacomo Marramao, Jacques Rancière & Peter Sloterdijk - Política
As quatro conferências sobre política que se realizaram no Museu de Serralves entre Março e Junho de 2007 no âmbito do programa “Crítica do Contemporâneo” tiveram como objectivo apresentar um conjunto de reflexões que incidiam criticamente sobre questões actuais relacionadas quer com a matéria política com que estamos confrontados, no plano prático, quer com o pensamento político, num plano mais teórico, numa altura em que muitas das categorias tradicionais deixaram de ser válidas e se impôs com carácter de urgência a necessidade de estabelecer novos paradigmas conceptuais. Sabemos que a regra tem sido a de uma despolitização generalizada da sociedade, seja pelo facto de o debate e a luta política se terem transferido para questões da ordem cultural e das reivindicações identitárias, seja porque a acção política e os seus modos de representação ficaram submetidos à lógica do espectáculo e reduzidos ao pragmatismo técnico‑económico que os reduz a meros actos governativos de gestão e administração. A despolitização significa também o triunfo da contingência e a renúncia às ideias, em favor das determinações económicas e de um culturalismo que absorve o conflito político ou o remete para um plano onde tudo se traduz em termos de identidades, diferenças, reconhecimentos. Este ciclo de conferências foi orientado por uma ideia de diagnóstico e de análise crítica do presente.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
Louis Althusser, Jacques Rancière & Pierre Macherey - Ler O Capital Vol. I
O Título é uma convocação, uma
palavra de ordem, como esclareceu Althusser
em um texto mais recente. Mas os autores deste livro não leem O Capital como economistas, lógicos ou
historiadores. Fazê-lo significaria procurar na obra principal de Marx uma resposta para questões
suscitadas do âmbito de disciplinas cuja problemática, tal como é habitualmente
definida, é por sua vez posta em questão por aquela obra, se Althusser e seus companheiros têm razão
no que pretendem demonstrar.
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