Agamben traça como em uma linha do tempo o máximo possível de relatos
sobre a formação, sobre a genealogia do estado de exceção. Demonstra com
isso que suas origens remetem às origens dos Estados democráticos e que
é contemporâneo à primeira Assembleia Constituinte Francesa, que o
instituiu com um decreto o denominado ‘estado de sítio’. O autor tenta
associar os regimes democráticos contemporâneos com uma prática política
que se identifica com formas totalitárias de governo.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2016
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Giorgio Agamben - Altíssima Pobreza: Regras Monásticas E Forma De Vida
Ler o último livro de Giorgio Agamben, Altíssima Pobreza, faz com que entremos em uma perspectiva humana fascinante que coloca como fundamento dimensões geralmente apresentadas como contrapostas, se não uma em negação da outra: o ser e o aparecer. Dois polos estudados pelo filósofo teórico na recíproca dialética para se unirem em uma síntese que dá forma – e portante caráter – à pessoa. Um estudo tão douto quando sutil e profundo, cheio de surpresas e de fascinação. O coração da pesquisa são as regras monásticas, ou seja, aquele condensado de comportamentos, princípios, obrigações, estrutura hierárquica, de práticas repetidas todos os dias para marcar as horas de luz e as de escuridão, de obediência total que, para muitos, poderia ser considerado uma expropriação do Eu até alienação. Os pontos de referência trazem o nome de eremitas, monges, de padres da Igreja: eis Pacômio, Agostinho, Jerônimo, Cassiano, Bento, Basílio assomarem-se em um diálogo espiritual e teológico. São inúmeros os textos examinados: da Regra do Mestre à de Bento, passando pela elaboração medieval de Francisco de Assis, sobre o qual se concentra grande parte do livro por causa das novidades trazidas pelo seu movimento espiritual.
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terça-feira, 28 de junho de 2016
Giorgio Agamben - Opus Dei: Estado De Sítio
A Opus Dei ( Obra de Deus ) é uma organização católica cujos membros
buscam para si mesmos uma espécie de perfeição cristã, e lutam para
implementar os ideais cristãos em seus ambientes de trabalho e na
sociedade. Fundada na Espanha em 1928, conta atualmente com 84 mil
membros, em 80 países. No entanto, a Opus Dei vem sendo objeto de muita
controvérsia e as acusações que pesam sobre a organização vão desde
secretismo até desrespeito aos direitos humanos. Esse livro oferece uma
abordagem objetiva sobre essa organização católica, considerada
altamente secretista. O autor oferece ao leitor toda a informação que
obteve em visitas a sedes da organização e entrevistas com seus líderes e
membros – concedidas de forma inédita. O livro é um apanhado completo e
irrestrito sobre essa misteriosa organização, que vem despertando tanto
ódio quanto adesões no mundo todo.
sábado, 2 de abril de 2016
Giorgio Agamben - Homo-Sacer
Giorgio Agamben traz à luz o vínculo oculto que sempre ligou a vida nua,
a vida natural não politizada, ao poder soberano. Uma figura do direito
romano arcaico será a chave que permitirá uma releitura crítica de
nossa tradição política - o homo sacer, um ser humano que podia ser
morto por qualquer um impunemente, mas que não devia ser sacrificado
segundo as normas prescritas pelo rito. O tema vincula-se com as futuras
épocas, uma vez que o corpo biológico do cidadão veio a ocupar uma
posição central nos cálculos e estratégias do poder estatal. A política
tornou-se biopolítica, e o campo de concentração surge como o paradigma
político da modernidade.
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Giorgio Agamben - Estâncias
A partir da questão do lugar próprio dos produtos do fazer humano, este
livro propõe a reconstrução de quatro momentos fundamentais da cultura
européia: a teoria do fantasma na poesia de amor do século 13; o
conceito de melancolia, desde os pais da Igreja até Freud; a obra de
arte frente ao domínio da mercadoria; a forma emblemática, desde o
século 16 até o nascimento da semiologia.
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sábado, 7 de novembro de 2015
Giorgio Agamben - A Linguagem E A Morte: Um Seminário Sobre O Lugar Da Negatividade
Na tradição filosófica ocidental, o homem representa uma ruptura do
continuum natural. Como animal falante, habita a clareira em que se abre
toda significação, todo dizer; como mortal, encontra sua dimensão mais
autêntica na antecipação de sua própria impossibilidade radical.
Questionar o lugar e a estrutura desta negatividade constitutiva é ponto
de partida para uma compreensão, em toda sua profundidade, da relação
essencial estabelecida entre morte e linguagem.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2015
Giorgio Agamben - O Sacramento Da Linguagem: Arqueologia Do Juramento
O filósofo e ensaísta italiano Giorgio Agamben apresenta-nos em O Sacramento da Linguagem, interessante estudo sobre simbologia e efeitos práticos do juramento, focando vários momentos da civilização ocidental. O texto visita autores antigos, Cícero, Hesíodo e Platão, autores canônicos de antropologia jurídica, Lévy-Bruhl e Lévi-Strauss, os jusnaturalistas, a exemplo de Samuel Pufendorf, autores mais contemporâneos, Paolo Prodi, Georges Dumézil e Ernest Cassirer. Agamben propõe-nos uma arqueologia do juramento, esforço que informa exatamente o subtítulo desse precioso livro. O pensador italiano mapeia a prática do juramento, enquanto um ato solene de comprometimento e de revelação de vontade. Segundo Agamben, estudiosos sempre vincularam o juramento a fortíssimos componentes teológicos, com base em práticas de magia e de religião, situação que paradoxalmente revelaria alguma aproximação entre juramento e blasfêmia. E assim, segue o pensador italiano, “os estudiosos frequentemente explicaram, de maneira mais ou menos explícita, o instituto do juramento remetendo-se à esfera mágico-religiosa, a um poder divino ou a ‘forças religiosas’ que intervém para garantir a sua eficácia punindo o perjuro”.
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Giorgio Agamben - Ninfas
Ninfas,
de Giorgio Agamben, é uma reflexão baseada no trabalho do crítico Aby
Warburg, que propôs um atlas no qual seriam recolhidas diversas versões
da representação de determinadas figuras da arte. Agamben trata da
natureza das imagens baseando-se na ninfa, um ser de natureza ambígua,
em parte humana e em parte angelical.
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Giorgio Agamben - Bartleby, Escrita Da Potência
Ao indagar, neste volume, acerca dos pressupostos implicados na privação
da função de escrivão a que se abandonara Bartleby, Agamben transforma a
análise deste paradigma numa das mais densas meditações acerca dos
pressupostos inerentes ao exercício da sua condição de escritor e
filósofo, apresentando simultaneamente as figuras e modos que compõem o
seu método. Trata-se, aqui, de um "experimento sem verdade", no qual "quem se aventura, arrisca, de facto, não tanto a verdade dos próprios
enunciados quanto o próprio modo do seu existir e realiza, no âmbito da
sua história subjectiva, uma mutação antropológica a seu modo tão
decisiva quanto foi, para o primata, a libertação da mão na posição
erecta, ou, para o réptil, a transformação dos membros anteriores que o
mutou em pássaro".
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sábado, 29 de novembro de 2014
Giorgio Agamben, Giacomo Marramao, Jacques Rancière & Peter Sloterdijk - Política
As quatro conferências sobre política que se realizaram no Museu de Serralves entre Março e Junho de 2007 no âmbito do programa “Crítica do Contemporâneo” tiveram como objectivo apresentar um conjunto de reflexões que incidiam criticamente sobre questões actuais relacionadas quer com a matéria política com que estamos confrontados, no plano prático, quer com o pensamento político, num plano mais teórico, numa altura em que muitas das categorias tradicionais deixaram de ser válidas e se impôs com carácter de urgência a necessidade de estabelecer novos paradigmas conceptuais. Sabemos que a regra tem sido a de uma despolitização generalizada da sociedade, seja pelo facto de o debate e a luta política se terem transferido para questões da ordem cultural e das reivindicações identitárias, seja porque a acção política e os seus modos de representação ficaram submetidos à lógica do espectáculo e reduzidos ao pragmatismo técnico‑económico que os reduz a meros actos governativos de gestão e administração. A despolitização significa também o triunfo da contingência e a renúncia às ideias, em favor das determinações económicas e de um culturalismo que absorve o conflito político ou o remete para um plano onde tudo se traduz em termos de identidades, diferenças, reconhecimentos. Este ciclo de conferências foi orientado por uma ideia de diagnóstico e de análise crítica do presente.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Giorgio Agamben - O Que Resta De Auschwitz
Como narrar o inenarrável ou testemunhar sobre algo que está além da compreensão humana? O que resta de Auschwitz,
de Giorgio Agamben, procura, a partir de uma análise profunda do papel
do testemunho como documento histórico e de seus limites enquanto relato
pessoal, entender as dimensões da produção escrita dos sobreviventes do
Holocausto nazista. Não se trata, portanto, de um livro sobre as
circunstâncias materiais relacionadas ao maior campo de concentração de
Hitler. O que resta de Auschwitz investiga as dificuldades do
testemunho quando este envolve a perda de referenciais básicos num
espaço marcado pela total ausência de normas, onde o esforço pela
identificação de algo parecido com uma lógica de funcionamento não só se
mostrava vão, como também poderia significar a não sobrevivência.
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terça-feira, 11 de novembro de 2014
Giorgio Agamben - O Que É Contemporâneo E Outros Ensaios
Os textos reunidos neste livro relatam as indagações que decorrem da
discussão de como está posicionada a ação humana relacionada ao tempo. O
pensamento de Agamben é a tentativa reiterada de uma revolução, mas não
se trata de um plano revolucionário com fins determinantes para as
escolhas dos meios de consecução da revolução. A partir de trechos dos
livros oitavo e nono da 'Ética a Nicômaco de Aristóteles', Agamben
sugere uma leitura que assinala de modo o estatuto ontológico e ao mesmo
tempo político da amizade. Fala de equivalências entre ser e viver,
entre um sentir-se existir e sentir-se viver.
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terça-feira, 28 de outubro de 2014
Giorgio Agamben - Profanações
Profanações, “trai” o leitor
com a aparente simplicidade dos seus ensaios curtos. É uma coletânea sobre
temas de estética, literatura e filosofia, como: pornografia, paródia, desejo,
magia, natureza do autor, fotografia, entre outros. Mas, como em uma narrativa
composta de episódios, de pequenas peças que se juntam conforme se avança na
trama, os ensaios de Agamben revelam, em seu conjunto, uma discussão de fundo
sobre estética e política. É um trabalho inovador, de um dos mais importantes e
polêmicos filósofos da atualidade.
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segunda-feira, 13 de outubro de 2014
Giorgio Agamben - Idéia Da Prosa
Em todas as vidas existe qualquer coisa de não vivido, do mesmo modo que
em toda a palavra há qualquer coisa que fica por exprimir. O carácter é
a obscura força que se assume como guardiã desta vida intocada: vela
atentamente por aquilo que nunca foi, e, sem que o queiras, inscreve no
teu rosto a marca disso. Por esta razão, a criança recém-nascida parece
já ter semelhanças com o adulto: de facto, não há nada de igual entre
esses dois rostos, a não ser num, como no outro, aquilo que não foi
vivido.
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quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Giorgio Agamben - A Comunidade Que Vem
Em “A comunidade que vem”, Agamben pensa sobre aquilo
que, até recentemente, não parecia ser um modo político de pensar uma
comunidade: não fundada em ideais de identidade e universalidade. A “comunidade que vem” se torna uma chave para
pensar o que Agamben chama de “singularidades quaisquer”. O filósofo aponta para essa ausência de conteúdos
determinados como um paradigma do seu pensamento político: “A política
da singularidade qualquer, isto é, de um ser cuja comunidade não é
mediada por nenhuma condição de pertencimento”, escreve Agamben no mesmo
capítulo sobre a comunidade que vem. Por isso, o tradutor destaca
como nova característica da política o que Agamben identifica como não
mais a luta pela conquista ou pelo controle do Estado, mas a luta entre o
Estado e o não-Estado.
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