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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Maria Celina D'Araujo - A Elite Dirigente Do Governo Lula














Este livro é parte de uma pesquisa que se propôs conhecer em detalhes o grupo de pessoas que chegou ao topo da administração pública federal, no âmbito do Poder Executivo, nos dois governos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006 e 2007- ). Foi produzido a partir de pesquisas empíricas realizadas entre 2006 e 2009, ou seja, ao longo de mais de três anos de um trabalho quase artesanal, que buscou identificar, localizar e sistematizar dados biográficos dos componentes desse grupo. Isso foi feito de diversas maneiras, mas basicamente por meio de um questionário cujos resultados permitiram formar um banco de dados administrados e processados estatisticamente por um programa denominado Statistical Package for Social Sciences (SPSS). Antes de mais nada, é preciso esclarecer como é composto esse grupo que forma a elite dirigente do governo Lula. Trata-se basicamente dos ocupantes dos cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) níveis 5 e 6, e dos cargos de Natureza Especial (NES), conjunto aqui denominado dirigentes públicos, e dos ministros. No primeiro caso, trabalhamos com uma amostra; no segundo, com os titulares que permaneceram no cargo por mais de três meses. Também no primeiro caso, não pudemos estabelecer comparações, pois não há estudos similares para outros governos, mas no segundo identificamos praticamente todos os ministros da Nova República, inaugurada em 1985, e levantamos seus dados biográficos. Até o momento nosso banco de dados conta com dados biográficos de cerca de mil pessoas, incluindo ocupantes de cargos de DAS 5 e 6 e NES, ministros e dirigentes de fundos de pensão. Trata-se de uma base em construção, que pode ser alimentada para futuros governos e para governos anteriores, e pode fornecer dados agregados que ajudarão a compreender quem é a elite dirigente do país – uma elite centrada no Poder Executivo e até o momento composta por quadros técnicos, burocratas, funcionários de carreira e políticos de recorte eleitoral, como acontece com grande parte dos ministros e secretários de Estado.

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Maria Celina D'Araujo (Org.) - As Instituições Brasileiras Da Era Vargas














Este livro traz um balanço sobre o Brasil. Reúne oito artigos de historiadores, sociólogos, economistas e cientistas políticos com vasta experiência em análise da recente história do país, abordando as várias fases do governo Vargas. Entre os temas analisados estão - a trajetória de Getúlio Vargas em especial a formação de sua personalidade política; o conteúdo da matriz institucional criada nos anos 30, ressaltando o crescente desenvolvimento do Brasil. A Revolução de 1930, e a formação de um processo de modernização conservadora.

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Gláucio Ary Dillon Soares, Maria Celina D'Araujo & Celso Castro - Os Anos De Chumbo: A Memória Militar Sobre A Repressão














Este livro trata da questão mais delicada e traumática da memória nacional recente: a atuação dos orgãos de informação e repressão durante o regime militar brasileiro. Apresenta ao leitor depoimentos inéditos de militares que ocuparam, quase todos, posições-chave nesses órgãos. Os depoimentos revelam-se, em seu conjunto, uma fonte preciosa, e constituem, até o presente, o mais completo material sobre o que poderia ser considerado uma "visão militar" da repressão. Entre as questões abordadas pelos entrevistados, destacam-se as relativas à dinâmica da repressão, à responsabilidade dos chefes e às enormes dificuldades das Forças Armadas em oferecer uma versão socialmente aceita a respeito dessa "guerra", feita e vencida, segundo dizem, em nome da pátria, Por isso mesmo, este livro constitui uma fonte imprescindível para aqueles que se interessam por nossa história, particularmente por esse período crítico da vida nacional - os "anos de chumbo".

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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Maria Celina D'araujo (Org.) - Fundação Getulio Vargas: Concretização De Um Ideal














Através da voz de fundadores, dirigentes e funcionários mais antigos, esta obra traça um perfil da FGV que não é intimista e que pode e deve ser partilhado com o grande público. Conta-se, a partir de uma visão interna, a história de uma instituição que, como toda grande entidade que reúne talento, mérito, sucesso, respeito e confiança, passa por desafios e crises de crescimento e de criatividade.

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Gláucio Ary Dillon Soares, Maria Celina D'Araujo & Celso Castro - A Volta Aos Quartéis














A volta aos quartéis reúne "depoimentos de chefes militares sobre o processo de abertura iniciado por Geisel e concluído por Fiqueiredo com a transmissão do governo a um presidente civil". Ainda segundo a decrição do centro, "nesses depoimentos destacam-se as divergências irreconciliáveis entre os militares partidários da abertura e aqueles conhecidos como a 'linha dura'".

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domingo, 23 de novembro de 2014

Maria Celina D'Araujo - Governo Lula: Contornos Sociais E Políticos Da Elite Do Poder















Apresenta-se aqui parte introdutória do estudo que estamos elaborando sobre o perfil da alta e média burocracia do Executivo da União. Tem-se como foco o perfil das pessoas que ocupam posições-chave na administração pública federal nos últimos anos, em particular no primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2006). Tomou-se como amostra um grupo de 302 pessoas ocupantes de cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS), níveis 5 e 6, e de cargos de Natureza Especial (NES), selecionados a partir de uma listagem oficial oferecida pela Secretaria de Gestão do Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão, em 21 de julho de 2006. Outra importante fonte de informação foi o Boletim Estatístico de Pessoal (BEP) do Ministério de Planejamento e Gestão. Por serem cargos de livre provimento, representam um recurso político importante para incorporar pessoas de notório saber, prestigiar aliados, cooptar opositores e controlar recursos de poder do ponto de vista econômico. Ao lado do presidente e dos ministros, esta é, do ponto de vista administrativo, a elite que governa o Brasil. Um grupo seleto, cuja composição começamos a conhecer. Deles é esperado, segundo a lei, zelo pela coisa pública, probidade, especialização, ética, criteriosa prestação de contas, mérito e transparência.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Gláucio Ary Dillon Soares & Maria Celina D'Araujo (Orgs.) - 21 Anos De Regime Militar: Balanços E Perspectivas
















Pensar o legado desse período de autoritarismo militar é tarefa que se impõe aos historiadores e também aos cidadãos interessados no futuro do país. Há debates sobre as perdas econômicas, acentuadas com a decolagem da inflação que marcou o fim do regime, e poucos duvidam de que houve um retrocesso institucional; durante mais de duas décadas a democracia regrediu. Os partidos não evoluíram, e a legislação eleitoral, cada vez mais casuística, deixou marcas que ainda dificultam nossa evolução política. Interrompeu-se a formação da elite política e, após a redemocratização, o Brasil voltou a ser comandado por várias das figuras que o golpe quis apagar. Os novos políticos que entraram em cena foram treinados por um regime que desprezava a política e que pagava tributo apenas superficial à democracia. A descrença na atividade política como um canal legítimo de representação dos interesses da polpulação continuou após a redemocratização.


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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Maria Celina D'Araujo - O Segundo Governo Vargas 1951-1954: Democracia, Partidos E Crise Política
















Com o presente livro, pretende-se inaugurar uma análise mais sistemática do segundo Governo Vargas (1951- 1954), particularmente no que se refere à problemática político-partidária daquele período e à decorrente instabilidade desse Governo. Nossa preocupação maior será a de entender as origens e o sentido da chamada crise de agosto de 1954. Para tal, faz-se necessário remontar à trajetória política dessa administração, destacando-se alguns momentos e algumas questões que nos parecem prioritárias. Dentre essas, elegeu-se o jogo dentro do sistema partidário e as relações entre os partidos e o Governo, procurando-se mostrar suas ambigüidades, impasses e contradições enquanto terreno para a situação de crise presenciada em 1954-55, mas também enquanto controlador dela.

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terça-feira, 7 de outubro de 2014

Maria Celina D'Araujo - Sindicatos, Carisma & Poder: O PTB De 1945-65














Em outubro de 1965, o Ato Institucional nº 2 extinguiu todos os partidos políticos criados a partir da democratização de 1945 e impôs o bipartidarismo. Ao retornar o multipartidarismo após 1978, houve disputa, e acirrada, apenas pela sigla do velho PTB, desprezando-se a de partidos mais fortes como o PSD e a UDN. Que tinha o PSD de especial par provocar tal disputa? Suas características ainda se projetam nas organizações e pessoas que reivindicam sua herança? Estas são as perguntas iniciais que se faz Maria Celina D'Araújo em seu novo livro. A autora parte em busca da alma do antigo PTB em estudo que confirma as qualidades de pesquisadora cuidadosa, já reveladas em seu primeiro livro sobre o segundo governo Vargas.

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