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terça-feira, 10 de maio de 2016

Rosa Helena Mendonça & Magda Frediani Martins (Orgs.) - TV, Educação E Formação De Professores: Salto Para O Futuro 20 Anos Vol. IV














Se, por um lado, é comum ouvirmos dizer que as escolas têm dificuldade em mudar sua concepção, em especial no que se refere à organização dos seus tempos e espaços e suas formas de ensinar e aprender, por outro, é inegável que os cotidianos e currículos escolares são tecidos por pessoas: professores, alunos, comunidade. Dessa forma, os conhecimentos circulam, ou seja, tanto o que se produz na escola influencia a sociedade, como a escola também é influenciada por tudo o que existe em seu entorno. É o caso da chamada cibercultura e de suas tecnologias digitais, que proporcionam um fluxo de informações nunca antes imaginado e acabam por exigir da escola uma formação crítica que possibilite a seleção e a ressignificação de informações e conhecimentos. Nos textos a seguir, vamos encontrar propostas de autores que problematizam a questão dos novos saberes para uma educação comprometida com a cidadania, com os direitos humanos. As tecnologias não são enfocadas como um simples “modismo”, nem mesmo podem ser consideradas como “salvadoras” do processo ensino-aprendizagem. Ao contrário, os autores problematizam a utilização da “tecnologia pela tecnologia” e insistem na necessidade do comprometimento com o currículo e com a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

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Rosa Helena Mendonça (Sup.) - Educação Inclusiva E Alfabetização Matemática No Ciclo De Alfabetização














A Educação Inclusiva foi tema de um dos cadernos de Alfabetização Matemática do PNAIC e, também, de um dos programas do Salto para o Futuro. Do ponto de vista dos documentos oficiais, não há um número significativo de publicações que abordem questões relacionadas à alfabetização matemática, pensando em crianças de seis a oito anos de idade, procurando focar os aspectos necessários à Educação Inclusiva. Este conjunto de materiais, cumpre, portanto, o papel de trazer alguns elementos para fazer crescer um debate. O material do PNAIC está mais focado nos aspectos gerais da inclusão e legais, tendo em vista prover condições aos professores para que possam pleitear, junto a seus municípios e estados, o cumprimento de uma legislação que já garante e torna disponíveis muitas das condições necessárias para o trabalho pedagógico. O programa de TV foi mais voltado a aspectos práticos da inclusão, mostrando como as coisas podem funcionar e estão funcionando em escolas, e como certos materiais podem ser úteis, sendo, inclusive, produzidos pelos próprios professores.

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Rosa Helena Mendonça (Sup.) - Educação Matemática Do Campo No Ciclo De Alfabetização














No que se refere à educação matemática, em uma relação com a cultura dos grupos do campo, vale destacar que, no Brasil, os estudos dos educadores matemáticos que dizem respeito a contextos multiculturais e multilíngues, em geral, baseiam-se nos princípios da Etnomatemática. Isto se dá, talvez, devido à influência exercida pelo educador brasileiro Ubiratan D’Ambrosio – o qual tem incentivado educadores matemáticos em todo o mundo à busca das contribuições das diversas culturas ao desenvolvimento da Matemática, assim como da Educação Matemática. Os educadores matemáticos brasileiros envolvidos com os estudos etnomatemáticos têm apresentado atitudes diferenciadas frente ao debate sobre como considerar o conhecimento do ‘outro’, culturalmente diferenciado em relação ao conhecimento dito acadêmico/escolar. Alguns educadores/pesquisadores procuram, entre outras medidas, tomar o conhecimento cultural do grupo como ponto de partida para a construção dos conhecimentos acadêmicos/escolares – construção de uma ponte na direção da matemática acadêmica. Outros procuram manter as discussões dentro do próprio conhecimento e/ou patrimônios culturais - ajudando o grupo a compreender melhor o próprio uso matemático dentro de suas comunidades culturais. E alguns outros educadores (etno) matemáticos apresentam a matemática acadêmica para o ‘outro’ grupo por meio de uma discussão reflexiva, porém sem a expectativa de interpretar/modelar o conhecimento étnico em conhecimento (matemático) acadêmico.

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Rosa Helena Mendonça & Magda Frediani Martins (Orgs.) - TV, Educação E Formação De Professores: Salto Para O Futuro 20 Anos Vol. III














Este terceiro volume, Tecendo narrativas em educação e diversidade, toma como matéria os fios da memória e da experiência. Nele, os autores narram, por diferentes vieses teóricos, práticas que desenham currículos voltados para uma sociedade multicultural e pluriétnica. Bordados são, assim, os caminhos e preenchimentos de uma escola com cores e nuanças de brasilidade. Nesse sentido, os textos que se seguem expressam com suas perspectivas alguns dos objetivos almejados e perseguidos pelo programa. Se a narrativa é o gênero primordial dos seres humanos, e é por meio dela que nos constituímos e que nos relacionamos com os outros, nada melhor que dedicarmos um capítulo deste livro, que trata dos 20 anos do programa Salto para o Futuro, especialmente às narrativas. Vale destacar que nos outros capítulos as narrativas também dão o tom de vários textos, o que evidencia a fragilidade de algumas classificações que, no entanto, se fizeram necessárias na organização de uma obra. Aos leitores deixamos o desafio de recompô-las!

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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Maria Angélica Freire De Carvalho & Rosa Helena Mendonça (Orgs.) - Práticas De Leitura E Escrita














É por meio da linguagem que o ser humano age, criando e recriando um mundo que não é só fruto de projeções e representações individualizadas por meio da língua, mas resultado de práticas sócio-interativas. Daí, afirmar-se que a língua é uma atividade constitutiva e criativa, que implica ação conjunta dos sujeitos. Em razão disto, a língua é vista de forma integrada e dinâmica. Neste sentido, o agir discursivamente por meio de textos orais e escritos constitui eventos comunicativos que têm a ver, em parte, com a produção e a transmissão de conhecimentos que são expressos por meio de enunciados diversos, dependentes dos diferentes interlocutores e contextos e, muitas vezes, independentes dos processos formais de aquisição da escrita. Este entendimento se integra à concepção dos processos de oralidade e de escrita como práticas sociais e históricas atualizadas no uso efetivo da língua. Oralidade e escrita são, portanto, práticas interdependentes nas sociedades atuais e não podem ser tomadas como estanques e isoladas. Trata-se de processos que não são neutros, enquanto condições discursivas das formas de produção de conhecimento, e nem há entre eles uma supremacia em termos cognitivos, pois são modos de representação cognitiva e social que se revelam em práticas específicas.

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Rosa Helena Mendonça & Magda Frediani Martins (Orgs.) - TV, Educação E Formação De Professores: Salto Para O Futuro 20 Anos Vol. II














Abrimos este segundo volume com o artigo de Nilda Alves, tomando emprestado, para intitulá-lo, a expressão ‘espaçostempos’ usada pela autora para evidenciar a indissociabilidade dessas duas dimensões nas práticas de ensinar e aprender dentro e fora das escolas. Os textos dessa seção versam, dadas as especificidades das abordagens, sobre os currículos e suas múltiplas concepções e implicações nos cotidianos. ‘Espaçostempos’ nos cotidianos curriculares apresenta, assim, artigos que problematizam as noções de tempo e espaço na contemporaneidade, atravessada por artefatos tecnológicos e constituída pela tessitura de redes de conhecimentos e significados.

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Rosa Helena Mendonça & Magda Frediani Martins (Orgs.) - TV, Educação E Formação De Professores: Salto Para O Futuro 20 Anos Vol. I














Tendo como meta contribuir para esta formação, bem como atender ao interesse dos demais espectadores, o Salto para o Futuro faz 20 anos, respeitando a autonomia das escolas e abrindo espaços para trocas ricas e indispensáveis, refletindo sobre sua inserção no campo das políticas públicas de formação de professores, repensando-se permanentemente. É com base na proposta do programa e considerando suas mudanças ao longo do tempo que, preservando o enfoque filosófico do diálogo com a diversidade, organizamos esta publicação, com textos de autores que foram consultores de séries do Salto e/ou que participaram do programa como debatedores, em diferentes momentos deste percurso. A publicação TV, educação e formação de professores: a experiência do programa Salto para o Futuro pretende comemorar esta trajetória, destacando temas fundamentais para o debate sobre TV, educação e formação de professores.