A individualização se tornou o destino de todo habitante de uma grande
cidade contemporânea, não uma opção. A sociedade estimula os indivíduos a
agirem em função dos problemas e medos que surgem diariamente. E, ao
tentar fazer com que as vidas tenham sentido, os homens tendem a culpar
suas próprias falhas e fraquezas pelos desconfortos e derrotas que
enfrentam. Para o renomado sociólogo polonês Zygmunt Bauman a reação só
leva a mais isolamento. O pensador vai fundo nessa teoria e mostra como a
sociologia pode contribuir para conectar as decisões e ações
individuais aos medos e questionamentos mais profundos do ser humano.
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terça-feira, 18 de outubro de 2016
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
Zygmunt Bauman - Isto Não É Um Diário
Zygmunt Bauman começa este livro afirmando o quanto a escrita tem para
ele um papel fundamental. 'Não consegui aprender outra forma de ganhar a
vida a não ser escrevendo. Um dia sem escrita parece um dia perdido ou
criminosamente abortado, um dever omitido, uma vocação traída'. Com esse
espírito, ele se sentou em uma madrugada na frente do computador. O
sociólogo não tinha ideia do que sairia da tela em branco, mas
prosseguiu. O resultado está sendo considerado o melhor livro do autor
depois do best-seller Amor líquido (2004). Entre setembro de 2010 e
março de 2011, Bauman manteve uma espécie de diário em que, em vez de
falar sobre sua vida pessoal, comentava as principais notícias dos
jornais. O autor desfia comentários sobre, por exemplo, Berlusconi,
Sarkozy, a bolha americana, o significado atual da democracia na
Primavera Árabe, o fim do sonho americano, o atual dilema de Barak
Obama, a solidão da internet... Em cada um dos textos, um alto senso
crítico, como se ensinasse o leitor a pensar, revelando como ele próprio
constrói o seu raciocínio e como os seus conceitos se articulam com a
realidade contemporânea.
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Zygmunt Bauman - Comunidade: A Busca Por Segurança No Mundo Atual
Comunidade: a busca por segurança no mundo atual promete prazeres, não alcançáveis, que todos gostariam de experimentar. Como diz Zygmunt Bauman: Para
começar, a comunidade é um lugar "cálido", um lugar confortável e
aconchegante (...) Lá fora, na rua, toda sorte de perigo está à
espreita; temos que estar alertas quando saímos, prestar atenção com
quem falamos e a quem nos fala, estar de prontidão a cada minuto. Infelizmente esse é um ideal que não passa no teste da realidade. A realidade é, ao contrário, "não comunitária" e a insegurança está cada vez mais presente.
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Zygmunt Bauman - Confiança E Medo Na Cidade
Como se manifesta a experiência quotidiana nas zonas de habitação da
nossa cidade? Existe ainda um modo de pensar, um padrão de
comportamento, um momento nas relações capaz de constituir um terreno
comum sobre o qual possamos fundar uma confiança recíproca? Ou serão a
fragmentação e a precariedade processos tão profundos que aumentam a
distância social e a indiferença? Os outros serão apenas uma ameaça ou,
pelo contrário, sujeitos com os quais temos o dever de conviver e
cooperar? O que prevalece, o medo ou a confiança? Zymunt Bauman,
sociólogo polaco radicado em Inglaterra, é considerado um dos mais
atentos observadores das contradições do mundo moderno e pós-moderno.
Bauman não procura as leis absolutas do comportamento humano, nem
tão-pouco as enreda numa crítica moral, antes se concentra nos laços que
permitem a vivência em comum e que tendem a desaparecer.
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Zygmunt Bauman - A Sociedade Individualizada
A obra afirma que a individualização se tornou o destino de todo
habitante de uma grande cidade contemporânea, não uma opção, pois a
sociedade estimula os indivíduos a agirem em função dos problemas e
medos que surgem diariamente. E, ao tentar fazer com que as vidas tenham
sentido, os homens tendem a culpar suas próprias falhas e fraquezas
pelos desconfortos e derrotas que enfrentam. Para o autor, a reação só
leva a mais isolamento. Bauman se baseia nessa teoria e tenta mostrar
como a sociologia pode contribuir para conectar as decisões e ações
individuais aos medos e questionamentos do ser humano.
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sábado, 26 de dezembro de 2015
Zygmunt Bauman - Ensaios Sobre O Conceito De Cultura
Nesse livro, Bauman busca fazer uma revisão crítica do conceito de
cultura nas ciências sociais, percorrendo um longo caminho, que vai dos
gregos antigos até o pós-estruturalismo. Em cada um dos três ensaios,
examina as principais correntes de pensamento que estudaram o
significado da cultura na sociedade. Assim, procura desfazer muito da
confusão produzida pela tentativa de integrar o processo cultural no
interior do discurso científico e apresenta uma proposta para alinhar os
fenômenos e manifestações culturais no campo da práxis - a atividade
livre, universal, criativa e autocriativa pela qual os homens
transformam o mundo em que vivem.
domingo, 27 de setembro de 2015
Zygmunt Bauman & Leonidas Donskis - Cegueira Moral
O mal não está restrito às guerras ou às circunstâncias nas quais
pessoas atuam sob condições de coerção extrema. Hoje ele se revela com
frequência na insensibilidade diária diante do sofrimento do outro, na
incapacidade ou recusa de compreendê-lo e no desejo de controlar a
privacidade alheia. A maldade e a miopia ética se ocultam naquilo que
consideramos comum e banal na vida cotidiana. Em um mundo em que
se você não está nas redes sociais, não está em lugar nenhum, novas
formas de censura correm soltas nas demonstrações de ódio via internet. E
esse é apenas um dos sintomas dessa Cegueira moral que caracteriza
nossas sociedades. Com originalidade, ela é aqui analisada por Zygmunt
Bauman e pelo filósofo e cientista político Leonidas Donskis. Uma
leitura fundamental e de grande interesse para todos aqueles que se
preocupam com as mudanças mais profundas que, silenciosamente, moldam a
vida dos homens na modernidade líquida.
sábado, 1 de agosto de 2015
Zygmunt Bauman - Vida Em Fragmentos
Vivemos em um mundo fragmentado, em que cada imagem afugenta e substitui
a anterior e segue assim, sucessivamente. Celebridades surgem hoje para
desaparecer amanhã sem deixar rastros. Problemas brotam todos os dias,
mas escapam assim que surgem. No universo dos fragmentos, a atenção
tornou-se o mais escasso dos bens, em particular a atenção para o outro,
para as questões da humanidade. Nesse cenário, como exercer uma atitude
moral que leve em conta o outro? Vida em fragmentos é uma reflexão sobre a possibilidade de se resolver
esse dilema numa sociedade de consumidores que privatiza, individualiza
as responsabilidades. Para isso, Bauman reúne, em oito ensaios, temas
que viraram verdadeiras marcas de sua obra: identidade, inospitalidade,
peregrinação e errância, pânico, violência, racismo, antissemitismo,
modernização da crueldade, função dos intelectuais na política e
construção de uma moral não baseada em contrato, mas incondicional e
irrestrita. Um livro que apresenta um itinerário rico de interpretações
acerca de nossa condição no mundo e nos possibilita acompanhar a forma
como Bauman trabalha e desenvolve alguns de seus conceitos mais
importantes ao longo de sua obra.
sábado, 27 de junho de 2015
Zygmunt Bauman - Modernidade E Ambivalência
Abertamente desafiador e escrito por um dos principais pensadores
sociais da atualidade, apresenta um balanço inovador das questões
levantadas pelo debate modernidade/pós-modernidade. Com reflexões de
Kant a Derrida - passando por Freud, Marx, Simmel, Adorno, Horkheimer,
Kafka, Foucault, Lyotard, Rorty e outros -, esta obra propõe-se analisar
sociologicamente a polaridade entre ordem e caos, ou seja, as
conseqüências das drásticas alterações econômicas, políticas e culturais
a que se deu o nome de 'modernidade'.
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Zygmunt Bauman - Modernidade E Holocausto
Este livro discute o que a sociologia pode nos ensinar sobre o
Holocausto, concentrando-se mais particularmente, porém, nas lições que o
Holocausto tem a oferecer à sociologia. Zygmunt Bauman, sociólogo
de origem polonesa, ressalta aqui como o significado do Holocausto pôde
ser subestimado em nossa compreensão de modernidade: ora o Holocausto é
reduzido a algo que aconteceu com os judeus, ora é visto como
representando aspectos repulsivos da vida social que o progresso da
modernidade irá gradualmente superar. Não há nada comparável a este
livro na literatura sociológica. Sutil, porém intenso e perturbador,
causará grande impacto tanto naqueles que lidam diretamente com a
disciplina da sociologia como nos interessados por um dos fenômenos mais
terríveis de nosso tempo.
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sábado, 16 de maio de 2015
Zygmunt Bauman - Sobre Educação E Juventude
Nesse livro contundente, o sociólogo Zygmunt Bauman reflete sobre o
destino dos jovens e o papel da educação e do educador na era da
modernidade líquida, indicando alguns caminhos. Segundo ele, cabe ao
educador fomentar o espírito crítico dos estudantes, fornecendo as
condições para viverem em um mundo cada vez mais multifacetado.
Zygmunt Bauman - Vida A Crédito
Neste livro, Bauman analisa algumas questões morais e políticas.
Instigado pelas perguntas da jornalista e pesquisadora Citlali
Rovirosa-Madrazo, o sociólogo fala, entre outros temas, da crise
financeira mundial, do fundamentalismo religioso, e até de fenômenos
como a engenharia genética e a clonagem humana. O autor desenha o
cenário do mundo e explica como se passa de uma sociedade de produtores
para uma de consumidores. Nesse panorama, homens e mulheres, velhos ou
jovens, se transformam numa verdadeira raça de devedores.
Zygmunt Bauman - 44 Cartas Do Mundo Líquido Moderno
Nos dias de hoje, somos bombardeados por informações de todos os
lados. Como separar o que é importante e significativo do que é
supérfluo e descartável? Essa foi a intenção do sociólogo Zygmunt Bauman
ao ser convidado pela revista italiana La Repubblica delle Donne –
publicação de caráter cultural dirigida sobretudo ao público feminino – a
escrever cartas comentando aspectos do que o sociólogo chama de “mundo
líquido moderno”. Foram dois anos (de 2008 a 2009) em que Bauman escreveu
quinzenalmente para os leitores italianos sobre temas como iPod;
Twitter; Facebook; Barack Obama; cartões de crédito e gripe suína. Esse
livro apresenta uma seleção de 44 desses textos. Poucos eventos escapam ao olhar atento de Bauman, que apresenta
breves e brilhantes análises da vida contemporânea. Surpreende a
capacidade do sociólogo em descobrir significados sob atos aparentemente
simples – uma chamada ao celular, a exposição de uma foto no Facebook,
um outdoor, a lista de gastos do cartão de crédito. Todos esses fatos
que parecem casuais e desconectados se unem para reforçar a aflição do
homem no mundo líquido: buscar sua identidade. E o sociólogo faz um
alerta: apenas unidos poderemos combater os “males sociais”, optar pelo
individualismo seria o mesmo que nos preparar para nossa própria
biodegradação e reciclagem.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Zygmunt Bauman - Globalização: As Consequências Humanas
Sem intencionar oferecer todas as respostas sobre o tema, o sociólogo
polonês mostra nesta detalhada história da globalização as raízes e as
conseqüências deste processo, tentando dispersar um pouco da névoa e da
banalização que cercam o termo 'globalização'. Numa análise
instigante, Bauman convida os leitores a uma reflexão sobre os efeitos
da globalização – premissa supostamente inquestionável a respeito do
nosso modo de vida – na política, na economia, nas estruturas sociais e
até em nossas percepções de tempo e espaço.
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Zygmunt Bauman - Capitalismo Parasitário
Intérprete perspicaz da realidade, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman
lança seu olhar crítico sobre temas variados do mundo contemporâneo:
cartões de crédito, anorexia, bulimia, medo, a crise financeira de 2009 e
suas possíveis soluções, a inutilidade da educação nos moldes atuais, a
cultura como balcão de mercadorias. Todos são fenômenos que colaboram
para o mal-estar dominante nas sociedades e estão brilhantemente
relacionados ao conceito de liquidez desenvolvido pelo sociólogo. Em
"Capitalismo parasitário" é possível encontrar exemplos do pensamento do
autor em ação, sempre cortante, cirúrgico e esclarecedor. Há quem
julgue a visão de Bauman pessimista e sombria. Para esses, o sociólogo
responde com a viva esperança na capacidade humana de elaborar
alternativas ao que pode parecer uma realidade imutável.
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quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Paulo Fernando Da Silva - Conceito De Ética Na Contemporaneidade Segundo Bauman
Um dos objetivos do livro é o de verificar até que ponto as
influências intelectuais recebidas por Zygmunt Bauman no começo de sua
carreira contribuíram para o desenvolvimento de sua teoria sobre a ética
e a moral no mundo contemporâneo, eivada de críticas ao pós-modernismo e
hoje considerada uma das grandes referências sobre o assunto. Sociólogo e filósofo polonês nascido em 1925 que se notabilizou por
seu marxismo de vanguarda (devido ao qual teve de deixar a Universidade
de Varsóvia em 1968 e a sua obra foi proibida naquele país), Bauman é
também conhecido por sua prodigiosa produção intelectual, nas quais se
destacam as análises das ligações entre a modernidade e o holocausto e o
consumismo pós-moderno. Para o autor, foram os círculos neomarxistas de Varsóvia que
forneceram a Bauman as matrizes críticas que, pouco a pouco, o levariam a
desenvolver a ideia de que a perspectiva "pós-moderna" da ética está
introduzindo uma concepção de moralidade bem diversa da ortodoxa, e que
se tornou referenciada por elementos exteriores ao sujeito moral - de
acordo com o livro, uma verdadeira ironia, nesses tempos de proclamação
da autonomia e liberdade do indivíduo, característica também central do
ideal iluminista. Assim, hoje, para Bauman, a referência para a ação moral, em tese
baseada nas concepções do direito natural racional, ao invés de
proclamar e reafirmar a autonomia do indivíduo diante das normas das
instituições, nada mais faria do que reforçar a sua dependência de
parâmetros externos advindos de outras fontes, impossibilitando a
reflexão e a decisão próprias do sujeito moral.
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Zygmunt Bauman - Amor Líquido: Sobre A Fragilidade Dos Laços Humanos
Neste livro, o autor investiga de que forma as relações parecem
tornar-se cada vez mais "flexíveis", gerando níveis de insegurança
maiores. Segundo Bauman, a prioridade a relacionamentos em "redes", as
quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade - e
frequentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual -,
faz com que as pessoas não saibam mais manter laços a longo prazo. Esta
obra procura alertar que não apenas as relações amorosas e os vínculos
familiares são afetados, mas também a capacidade de tratar um estranho
com humanidade é prejudicada.
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sábado, 20 de setembro de 2014
Zygmunt Bauman - O Mal-Estar Da Pós-Modernidade
Zygmunt Bauman faz uma vigorosa
reflexão sobre as ansiedades modernas, estabelecendo nexos diretos com o famoso
O mal-estar da civilização, de Freud. Para o sociólogo, a marca da
pós-modernidade é a própria "vontade de liberdade", princípio que se
opõe diretamente à segurança projetada em torno de uma vida social estável, ou
da ordem, como pensou Freud.Com suas análises ecléticas e originais, o autor
também aborda, entre outros temas, as ideias de Richard Rorty, Michel Foucault
e Anthony Giddens. Enquanto outros teóricos do pós-modernismo assinalam a fragmentação
da cultura e do sujeito contemporâneos, Bauman lida com a universalização do
medo ou das perdas derivadas da troca da ordem pela busca da liberdade.
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