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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Gilberto Freyre - Nordeste














Este livro é um ensaio poético de Gilberto Freyre, em que o autor faz um ‘estudo ecológico do Nordeste’, quando a palavra ecológica ainda não estava na moda e essa região ainda era olhada com distanciamento. Publicado inicialmente em 1937, ler esta obra hoje é como recuperar parte da história de um drama social que ainda não acabou.

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domingo, 6 de novembro de 2016

Gilberto Freyre - Assombrações Do Recife Velho














Publicada pela primeira vez em 1955, Assombrações do Recife Velho é uma obra literária dedicada inteiramente ao tema do sobrenatural no passado da cidade. Trata-se de um livro no qual Gilberto Freyre reúne histórias de assombração, resultado de 20 anos de seu interesse pelos fantasmas que assombram a capital pernambucana.

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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cauby Dantas - Gilberto Freyre E José Lins Do Rego: Diálogos Do Senhor Da Casa-Grande Com O Menino De Engenho














Gilberto Freyre é o principal formulador do ideário regionalista nordestino. Nos textos de interpretação sociológica que produziu, desde o início da década de 1920, já aparecem as matrizes temáticas que estarão presentes nos romances de José Lins do Rego, escritos na década seguinte, consubstanciando, assim, um rico desdobramento estético daquele regionalismo e, ao mesmo tempo, uma interseção entre sociologia e literatura que abordamos a partir de ensaios, romances e cartas destes dois autores, onde sociologia e romance, conceitos e afetos e ideologias se fundem na compreensão, ora empática, ora nostálgica, ora dramática, de uma sociabilidade que remonta às raízes imemoriais de nossa sociedade.

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sexta-feira, 15 de abril de 2016

Gilberto Freyre - Tempo Morto E Outros Tempos














Esta obra, formada por fragmentos de cadernos íntimos de Gilberto Freyre, inclui obras biográficas, rascunho de autobiografia, artigos, resenhas, prefácios, etc. É uma obra, que o crítico Stephen Greenblatt chama de ‘self-fashioning’, e nela podemos observar um homem maduro revivendo sua juventude.

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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Gilberto Freyre - Sobrados E Mucambos














Depois de analisar, em Casa-grande & senzala, a formação da família e da sociedade brasileira, Gilberto Freyre expõe em Sobrados e mucambos, toda a decadência do patriarcado rural entre os séculos XVIII e XIX que, enfraquecida com o declínio da escravidão e pressionada pelas forças da modernidade vindas do exterior, perde espaço, prestígio e poder. A aristocracia se vê obrigada a trocar as casas-grandes por sobrados urbanos, enquanto seus ex-escravos se alojam em casas de pau-a-pique nos bairros pobres da cidade.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Gilberto Freyre - O Escravo Nos Anúncios De Jornais Brasileiros Do Século XIX














Em nosso meio acadêmico, muitos são os livros que tratam do passado escravagista brasileiro. Algumas obras ressaltam a violência dos senhores e outras chamam a atenção para as formas de resistência empregadas pelos escravos para a preservação de suas culturas. No entanto, pode-se dizer que um elemento que une as duas tendências historiográficas é o fato de que estudiosos de ambas as correntes utilizaram para a compreensão da realidade dos africanos no Brasil os anúncios publicados em jornais do século 19 que anunciavam a venda, a compra e a fuga de escravos. Gilberto Freyre foi um dos primeiros intelectuais a alertar para a riqueza desses anúncios como fontes documentais para nos aproximar do universo do cotidiano dos escravos. Esta é uma de suas obras mais instigantes.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Gilberto Freyre - Casa Grande E Senzala














Casa-Grande & Senzala tem como cerne as origens da sociedade brasileira vista através do cotidiano na casa senhorial no Brasil colônia. A casa-grande é utilizada como uma metáfora do Brasil colonial, cuja sociedade teve seu arcabouço na atividade econômica, a monocultura açucareira; dela resultando uma sociedade patriarcal, agrária, escravista e mestiça. Em Casa-Grande & Senzala a natureza na nova terra é descrita como um obstáculo à civilização, enfrentado pelo colonizador português em busca de enriquecimento rápido e prestígio. As famílias que se assentaram no Brasil fundaram espaços públicos e consolidaram seu poder, criando redes de relações e influência, o Estado aparece como um coadjuvante por trás destas famílias, que se denominam a "nobreza da terra". A colonização é apresentada por seus aspectos positivos como a miscigenação e a aculturação, por motivos econômicos e sem objetivo civilizacional. Movida pelo comércio e pela exploração da terra, surgiu a necessidade de permanência. A partir de 1532, incentivada pela Coroa, surgiu uma sociedade fundamentada na exportação e estabelecida em uma unidade de produção, a casa-grande, seu núcleo de dinâmica social e política.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Luis Claudio Palermo - O Embate De Perspectivas Entre As Matrizes Fundadoras Do Estudo Da Escravidão Brasileira














A historiografia da escravidão brasileira é dividida, de forma panorâmica, em três fases, considerando-se a relevância das rupturas teórico-metodológica e interpretativa que ocorreram. Considera-se como elemento fundador o pensamento ancorado na tese de Gilberto Freyre, que, com efeito, é o primeiro a centralizar a escravidão como modo de interpretar a formação do Brasil e a contribuição dos povos que aqui se relacionaram. A ruptura com essa linha teórico-metodológica e interpretativa ocorre por volta dos anos 1950 e, mais contundentemente, após 1960, quando sociólogos da Universidade de São Paulo – USP passaram a enxergar a escravidão de forma diversa da de Freyre, situando-a como conseqüência do capitalismo mercantil. A terceira fase emerge quando pesquisadores, baseados na nova tendência historiográfica da década de 1970 e 1980, relêem as fontes e, sob aparato teórico-metodológico diferente do utilizado pelos pesquisadores da USP, passam a entender a escravidão sob uma nova perspectiva, valorizando as ações e experiências cativas.

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