Gilberto Freyre é o principal formulador do ideário regionalista
nordestino. Nos textos de interpretação sociológica que produziu, desde o
início da década de 1920, já aparecem as matrizes temáticas que estarão
presentes nos romances de José Lins do Rego, escritos na década
seguinte, consubstanciando, assim, um rico desdobramento estético
daquele regionalismo e, ao mesmo tempo, uma interseção entre sociologia e
literatura que abordamos a partir de ensaios, romances e cartas destes
dois autores, onde sociologia e romance, conceitos e afetos e ideologias
se fundem na compreensão, ora empática, ora nostálgica, ora dramática,
de uma sociabilidade que remonta às raízes imemoriais de nossa
sociedade.
Postagem em destaque
Estamos Em Uma "Casa" Nova
Convidamos todos os nossos visitantes a conhecerem a nova Biblioteca Virtual Livr'Andante ( www.livrandante.com.br ).
Mostrando postagens com marcador José Lins Do Rego. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador José Lins Do Rego. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 20 de setembro de 2016
terça-feira, 5 de abril de 2016
José Lins Do Rego - Doidinho
Doidinho, É a continuação do livro Menino de Engenho, publicado em
1932, sendo que os dois fazem parte do “ciclo-da-cana-de-açúcar”. O
livro mostra características de um romance memoralístico regionalista,
fala sobre os engenhos de cana na Paraíba e sua riqueza depois sua
decadência e a aparição das usinas, nome de mais um livro do
“ciclo-da-cana-de-açúcar”. Os livros de José Lins são carregados de uma
denúncia de problemas sócio-econômicos da época e região. O título do livro é o apelido que Carlos Melo, agora com 12 anos, que
narra as experiências do personagem como interno em um colégio severo. O
grande sonho de Doidinho é voltar ao engenho Santa Rosa do avô José
Paulino. Enquanto alimenta o desejo de voltar, tem oportunidade de ampliar as
relações e o conhecimento: há os intrigantes, os maus, os protegidos, os
pequenos pederastas. Conhece a amizade leal no personagem Coruja e
também o amor na figura de Maria Luísa. Doidinho foge do colégio e
retorna ao engenho. É em Doidinho que o menino inicia a sua transição para Carlos de Melo,
ou seja, a criança precoce faz o seu áspero aprendizado em relação às
durezas da vida. Doidinho descobre logo que o colégio de Itabaiana, de
seu Maciel, é o oposto do Santa rosa com o seu vasto mundo rural e que o
mundo não se resume somente ao Santa Rosa, assim como que seu avô,
objeto de admiração não é tão grande como parece. Ele aprende com a
morte do pai e do colega Aurélio e além disso, são comentadas mudanças
físicas comuns, como o crescimento. O internato foi para ele um castigo brutal, uma insupórtavel prisão. A
sua dignidade de neto de senhor de engenho lhe dava vantagens,
privilégios. E começa a surgir nele a consciência social, a descoberta
das diferenças de classe. O colégio “era o último recurso para meninos
sem jeito”.
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
José Lins Do Rego - Estórias Da Velha Totônia
A velha Totônia é 'bem velha e bem magra, andando, de engenho em
engenho, contando suas histórias de Trancoso', escreveu José Lins do
Rego que revisita sua infância neste livro. São histórias pertencentes
ao universo das lendas e do folclore, em que a linguagem falada é posta
em destaque. Histórias da Velha Totônia é destinado para aqueles que
gostam de aventura, sonho e fantasia.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
terça-feira, 30 de junho de 2015
José Lins Do Rego - Meus Verdes Anos
Livro de memórias em que o autor conta suas lembranças da infância
vivida no engenho do avô. É também uma espécie de guia biográfico das
pessoas nas quais se inspirou para criar os ricos personagens de sua
obra literária. Um livro que permite compreender os estreitos limites
entre depoimento e ficção.
Baixe o arquivo no formato epub aqui.
José Lins Do Rego - Doidinho
A trajetória do menino Carlos, personagem de “Menino de engenho”, e sua
adolescência no ambiente do colégio interno. Seu aprendizado afetivo,
social, sexual, psicológico e a falta do “paraíso perdido” do engenho.
Baixe o arquivo no formato epub aqui.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
José Lins Do Rego - Menino De Engenho
“Menino de Engenho” foi o primeiro romance de José Lins do Rego,
publicado em 1932. Posteriormente consagrado na Literatura Brasileira,
Lins apontava na obra a realidade nordestina e suas dificuldades, com
uma linguagem moderna que deixava claro as tensões sociais entre os
personagens, assim como o ambiente decadente e triste no qual vivia.
Inicialmente, a intenção do escritor era fazer de “Menino do Engenho”
uma obra biográfica que contasse a vida de seu avô, o coronel José
Paulino, considerado por Lins uma grande figura patriarcal nordestina.
Ainda nutria o desejo de torná-la de certa forma autobiográfica, revendo
cenas de sua infância que não esquecera, mas a imaginação de romancista
falou mais forte, recriando a realidade com diversas novas informações
que acreditou serem pertinentes para o romance.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
Carla De Fátima Cordeiro - Pelos Olhos Do Menino De Engenho: Os Personagens Negros Na Obra De José Lins Do Rego
Em Pelos olhos do menino de engenho, a socióloga Carla de Fátima
Cordeiro busca identificar um pensamento social relativo à questão
racial no Brasil na década de 1930, a partir da análise dos personagens
negros presentes na obra de José Lins do Rego. Descendente de senhor
de engenho, o escritor paraibano, ao lado de Gilberto Freyre, foi um
dos mais destacados participantes do Movimento Regionalista Nordestino,
que defendia os "verdadeiros" valores brasileiros, baseados na ordem
social anterior: latifundiária, escravista e açucareira. Lins do Rego
criou seus principais romances, considerados fortemente autobiográficos,
entre 1934 e 1942, época em que as velhas estruturas econômicas e de
relações sociais dos engenhos de cana-de-açúcar se encontravam em franco
declínio. A autora traz à luz um processo fundamental da História do
país, concluindo que o processo de decadência dos velhos modos de
produção refletiu-se na narrativa dos romances, em que a violência,
principalmente contra os subalternos negros, tornou-se cada vez mais
presente. Dessa forma, ela demonstra como a ficção literária expressou o
comportamento do poder patriarcal, que passou a sentir-se ameaçado pela
inevitável introdução do trabalho livre.
Baixe o arquivo no formato PDF aqui.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
O site pede cadastro. É fácil, rápido e vale a pena.
Assinar:
Postagens (Atom)
