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terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cauby Dantas - Gilberto Freyre E José Lins Do Rego: Diálogos Do Senhor Da Casa-Grande Com O Menino De Engenho














Gilberto Freyre é o principal formulador do ideário regionalista nordestino. Nos textos de interpretação sociológica que produziu, desde o início da década de 1920, já aparecem as matrizes temáticas que estarão presentes nos romances de José Lins do Rego, escritos na década seguinte, consubstanciando, assim, um rico desdobramento estético daquele regionalismo e, ao mesmo tempo, uma interseção entre sociologia e literatura que abordamos a partir de ensaios, romances e cartas destes dois autores, onde sociologia e romance, conceitos e afetos e ideologias se fundem na compreensão, ora empática, ora nostálgica, ora dramática, de uma sociabilidade que remonta às raízes imemoriais de nossa sociedade.

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terça-feira, 5 de abril de 2016

José Lins Do Rego - Doidinho














Doidinho, É a continuação do livro Menino de Engenho, publicado em 1932, sendo que os dois fazem parte do “ciclo-da-cana-de-açúcar”. O livro mostra características de um romance memoralístico regionalista, fala sobre os engenhos de cana na Paraíba e sua riqueza depois sua decadência e a aparição das usinas, nome de mais um livro do “ciclo-da-cana-de-açúcar”. Os livros de José Lins são carregados de uma denúncia de problemas sócio-econômicos da época e região. O título do livro é o apelido que Carlos Melo, agora com 12 anos, que narra as experiências do personagem como interno em um colégio severo. O grande sonho de Doidinho é voltar ao engenho Santa Rosa do avô José Paulino. Enquanto alimenta o desejo de voltar, tem oportunidade de ampliar as relações e o conhecimento: há os intrigantes, os maus, os protegidos, os pequenos pederastas. Conhece a amizade leal no personagem Coruja e também o amor na figura de Maria Luísa. Doidinho foge do colégio e retorna ao engenho. É em Doidinho que o menino inicia a sua transição para Carlos de Melo, ou seja, a criança precoce faz o seu áspero aprendizado em relação às durezas da vida. Doidinho descobre logo que o colégio de Itabaiana, de seu Maciel, é o oposto do Santa rosa com o seu vasto mundo rural e que o mundo não se resume somente ao Santa Rosa, assim como que seu avô, objeto de admiração não é tão grande como parece. Ele aprende com a morte do pai e do colega Aurélio e além disso, são comentadas mudanças físicas comuns, como o crescimento. O internato foi para ele um castigo brutal, uma insupórtavel prisão. A sua dignidade de neto de senhor de engenho lhe dava vantagens, privilégios. E começa a surgir nele a consciência social, a descoberta das diferenças de classe. O colégio “era o último recurso para meninos sem jeito”.

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quinta-feira, 12 de novembro de 2015

José Lins Do Rego - Estórias Da Velha Totônia














A velha Totônia é 'bem velha e bem magra, andando, de engenho em engenho, contando suas histórias de Trancoso', escreveu José Lins do Rego que revisita sua infância neste livro. São histórias pertencentes ao universo das lendas e do folclore, em que a linguagem falada é posta em destaque. Histórias da Velha Totônia é destinado para aqueles que gostam de aventura, sonho e fantasia.

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terça-feira, 30 de junho de 2015

José Lins Do Rego - Meus Verdes Anos














Livro de memórias em que o autor conta suas lembranças da infância vivida no engenho do avô. É também uma espécie de guia biográfico das pessoas nas quais se inspirou para criar os ricos personagens de sua obra literária. Um livro que permite compreender os estreitos limites entre depoimento e ficção.

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José Lins Do Rego - Doidinho














A trajetória do menino Carlos, personagem de “Menino de engenho”, e sua adolescência no ambiente do colégio interno. Seu aprendizado afetivo, social, sexual, psicológico e a falta do “paraíso perdido” do engenho.

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

José Lins Do Rego - Menino De Engenho














“Menino de Engenho” foi o primeiro romance de José Lins do Rego, publicado em 1932. Posteriormente consagrado na Literatura Brasileira, Lins apontava na obra a realidade nordestina e suas dificuldades, com uma linguagem moderna que deixava claro as tensões sociais entre os personagens, assim como o ambiente decadente e triste no qual vivia. Inicialmente, a intenção do escritor era fazer de “Menino do Engenho” uma obra biográfica que contasse a vida de seu avô, o coronel José Paulino, considerado por Lins uma grande figura patriarcal nordestina. Ainda nutria o desejo de torná-la de certa forma autobiográfica, revendo cenas de sua infância que não esquecera, mas a imaginação de romancista falou mais forte, recriando a realidade com diversas novas informações que acreditou serem pertinentes para o romance.

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Carla De Fátima Cordeiro - Pelos Olhos Do Menino De Engenho: Os Personagens Negros Na Obra De José Lins Do Rego














Em Pelos olhos do menino de engenho, a socióloga Carla de Fátima Cordeiro busca identificar um pensamento social relativo à questão racial no Brasil na década de 1930, a partir da análise dos personagens negros presentes na obra de José Lins do Rego. Descendente de senhor de engenho, o escritor paraibano, ao lado de Gilberto Freyre, foi um dos mais destacados participantes do Movimento Regionalista Nordestino, que defendia os "verdadeiros" valores brasileiros, baseados na ordem social anterior: latifundiária, escravista e açucareira. Lins do Rego criou seus principais romances, considerados fortemente autobiográficos, entre 1934 e 1942, época em que as velhas estruturas econômicas e de relações sociais dos engenhos de cana-de-açúcar se encontravam em franco declínio. A autora traz à luz um processo fundamental da História do país, concluindo que o processo de decadência dos velhos modos de produção refletiu-se na narrativa dos romances, em que a violência, principalmente contra os subalternos negros, tornou-se cada vez mais presente. Dessa forma, ela demonstra como a ficção literária expressou o comportamento do poder patriarcal, que passou a sentir-se ameaçado pela inevitável introdução do trabalho livre.

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